Economistas veem expansão do PIB bem menor em 2014, a 1,79%

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014 12:02 BRT
 

Por Camila Moreira

SÃO PAULO, 17 Fev (Reuters) - Após sinais de fraqueza no final do ano passado, economistas de instituições financeiras reduziram com força a perspectiva para o crescimento da economia neste ano, ao mesmo tempo em que mantiveram o cenário para a política monetária mas elevaram a projeção para a inflação.

De acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano caiu a 1,79 por cento, ante 1,90 por cento na semana anterior.

Para 2013 e 2015 também houve redução nas expectativas para a expansão da economia. No primeiro caso, de 0,04 ponto percentual, para 2,20 por cento e, no segundo, de 0,10 ponto percentual, para 2,10 por cento.

"Após os fracos resultados do varejo e do IBC-Br na semana passada, a expectativa para a expansão da economia brasileira caiu tanto para 2014 quanto para 2015 (no Focus)", informou o banco Santander em nota.

Na última sexta-feira, o BC informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) recuou 1,35 por cento em dezembro, completando dois trimestres negativos, indicando que a economia entrou em recessão técnica no final de 2013.

Antes disso, o IBGE havia divulgado que as vendas no comércio varejista recuaram 0,2 por cento em dezembro sobre o mês anterior, registrando em 2013 a menor expansão em dez anos.

O IBGE divulga os dados do PIB do quarto trimestre e de todo o ano de 2013 no próximo dia 27.

Em relação à inflação, para os economistas consultados no Focus o IPCA deve encerrar este ano a 5,93 por cento, alta de 0,04 ponto percentual sobre a expectativa anterior, após duas semanas de redução das projeções. A meta do governo é de 4,5 por cento, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos.   Continuação...

 
Uma bandeira do Brasil vista fora da sede do Banco Central em Brasília. Após sinais de fraqueza no final do ano passado, economistas de instituições financeiras reduziram com força a perspectiva para o crescimento da economia neste ano, ao mesmo tempo em que mantiveram o cenário para a política monetária mas elevaram a projeção para a inflação. 15/01/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino