18 de Fevereiro de 2014 / às 16:03 / em 4 anos

Governo ainda não definiu aumento de tarifa de energia, diz Mantega

BRASÍLIA, 18 Fev (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira que o governo ainda não definiu aumento nos preços das tarifas de energia elétrica e que é necessário esperar mais tempo para ver como a situação se estabilizará.

"Não há razão para definir aumento de tarifa de energia agora", afirmou o ministro a jornalistas durante balanço de execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, em Brasília.

Mantega, que ajuda na preparação da nova meta de superávit primário de 2014 que será anunciada nesta semana, disse também que será mantida a trajetória de queda da relação entre dívida e o Produto Interno Bruto (PIB), e que os programas sociais serão mantidos integralmente em 2014.

Na virada do ano, o governo indicava que iria se comprometer em 2014 com uma meta fiscal no mínimo igual à de 2013, de 1,9 por cento do PIB.

Mas o grande custo do setor elétrico --agravado pelos efeitos da seca sobre o fornecimento de energia e o alto gasto com a manutenção das térmicas-- mudou esse plano e fez o governo mudar o discurso, admitindo que a meta de primário a ser perseguida este ano pode ser inferior 1,9 por cento.

Estudos feitos pela equipe econômica indicam que um primário de 1,8 por cento seria suficiente para manter a relação dívida/PIB em queda.

COMPARAÇÃO EQUIVOCADA

Durante o balanço do PAC 2, Mantega também disse que o Brasil não pode ser avaliado como uma economia frágil, classificando como um erro considerar o país como economia emergente vulnerável à crise externa.

"É equívoco colocar Brasil no grupo de emergentes vulneráveis", disse Mantega.

Mantega comentou ainda que o Brasil possui um mercado de juros líquido e avançado, em que há apostas e contra apostas e que por conta disso o câmbio no país se deprecia ou se aprecia em velocidade maior que em outras economias.

O ministro disse que o déficit em transações correntes do país não se apresenta como um problema. "Não estamos entre os mais vulneráveis entre os países com déficit em transações correntes", comentou.

O Brasil encerrou o ano de 2013, com déficit recorde histórico em transações correntes de 3,66 por cento do PIB, sem que esse saldo negativo fosse integralmente financiamento pelos investimentos estrangeiros diretos .

Mantega disse ainda que a inflação está sob controle e que a menor variação nos preços observada em janeiro indica "um ano mais tranquilo em termos de inflação".

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, medidor oficial da inflação no país) encerrou janeiro em 0,55 por cento e, em 12 meses a 5,59 por cento, abaixo do previsto pelo mercado, mas ainda em meio a um cenário de resistência dos preços ao atual ciclo de aumento dos juros.

Reportagem de Luciana Otoni

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