Fabricante de remédios genéricos Actavis comprará Forest por US$25 bi

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014 14:35 BRT
 

18 Fev (Reuters) - A fabricante de remédios genéricos Actavis informou nesta terça-feira que comprará a Forest Laboratories por cerca de 25 bilhões de dólares em dinheiro e ações, ampliando seu portfólio de especialidades para problemas neurológicos e outros problemas de saúde.

O acordo proporciona um grande retorno para o investidor ativista Carl Icahn, o segundo maior acionista da Forest Labs, que travou duas batalhas e ameaçou uma terceira para mudar a liderança e a estratégia da empresa.

A Actavis vai pagar o equivalente a 89,48 dólares por ação, representando um prêmio de 25 por cento sobre o preço de fechamento do papel da Forest na sexta-feira passada. A oferta compreende 26,04 dólares em dinheiro e 0,3306 ação da Actavis por cada ação da Forest.

As ações da Actavis subiam quase 7 por cento, conforme investidores apoiavam seu plano de adquirir farmacêuticas especializadas para impulsionar os lucros e as vendas.

As ações da Forest disparavam quase 30 por cento, para acima dos 92 dólares.

"Essa é uma grande vitória para todos os acionistas da Forest Labs e ainda outra validação da filosofia de investimento ativista em geral", disse Icahn, que detém 11,32 por cento de participação na Forest, em comunicado. Desde o fechamento do mercado na sexta-feira, o valor da participação de Icahn na Forest aumentou em mais de 641 milhões de dólares.

A Actavis espera que o acordo resulte em aumento de dois dígitos percentuais em seu lucro em 2015 e 2016, incluindo cerca de 1 bilhão de dólares em econômicas operacionais e fiscais.

A Forest possui um portfólio diversificado de tratamentos de distúrbios do sistema nervoso central, problemas do aparelho digestivo e saúde feminina.

A empresa enfrenta o vencimento de patentes de diversos grandes remédios, incluindo o Namenda para tratamento de Alzheimer, mas também tem um portfólio avançado de novas terapias experimentais para doenças infecciosas, doenças pulmonares e esquizofrenia.

(Por Caroline Humer e Esha Dey)