18 de Fevereiro de 2014 / às 20:14 / em 4 anos

Dólar sobe 0,37% ante real após feriado dos EUA, em linha com outros emergentes

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO, 18 Fev (Reuters) - O dólar fechou em leve alta ante o real nesta terça-feira, em linha com a apreciação da divisa norte-americana contra outras moedas emergentes, à medida que os investidores estrangeiros voltaram ao mercado após o feriado nos Estados Unidos da véspera.

O dólar subiu 0,37 por cento, a 2,3975 reais na venda, após bater 2,4020 reais na máxima e 2,3878 reais na mínima do dia. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,1 bilhão de dólares nesta sessão, marcada por pequenas variações.

“Na véspera, não houve fluxo de estrangeiros em função do feriado nos EUA e esse movimento está sendo corrigido hoje”, afirmou o especialista em câmbio da corretora Icap, Italo Abucater, referindo-se ao feriado do Dia dos Presidentes.

Esse ajuste também levou o dólar a fortalecer-se sobre outras moedas emergentes, que vêm sofrendo forte pressão em meio à onda global de mau humor em relação a ativos de países em desenvolvimento.

O movimento veio a despeito da constante intervenção do Banco Central brasileiro no câmbio. Pela manhã, deu continuidade às intervenções diárias, vendendo a oferta total de até 4 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes a venda futura de dólares. Todos os novos contratos vencem em 1º de dezembro deste ano, com volume equivalente a 198,1 milhões de dólares. A autoridade monetária também ofertou swaps para 1º de agosto, mas não vendeu nenhum.

Após o fechamento dos mercados, o BC anunciou mais um leilão diário nas mesmas condições para quarta-feira.

Além disso, também vendeu o lote integral de 10,5 mil swaps em mais um leilão para rolar os vencimentos de 5 de março. Com isso, o BC já rolou cerca de 63 por cento do lote para o próximo mês, que equivale a 7,378 bilhões de dólares.

Na quarta-feira o BC realizará mais um leilão para essa rolagem, com a oferta de até 10,5 mil contratos com os mesmos vencimentos.

O presidente do BC, Alexandre Tombini, repetiu nesta terça-feira em teleconferência com jornalistas estrangeiros que a autoridade monetária tem vários instrumentos para lidar com a inflação e para combater a volatilidade, destacando em particular as reservas internacionais.

A declaração não gerou impactos no mercado doméstico de câmbio.

“Em relação ao câmbio, a fala do Tombini foi mais do mesmo”, afirmou o operador de um importante banco nacional.

A alta do dólar vista nesta sessão foi influenciada ainda pela decisão do banco central chinês de enxugar recursos do mercado. Mas o impacto dessa notícia foi limitado pelo manutenção da política monetária expansionista do BC japonês, que também prorrogou programas especiais de empréstimo.

“Essa contração monetária do sistema bancário chinês pode diminuir um pouco as exportações chinesas, o que ajuda a pressionar o dólar”, afirmou o economista-chefe do INVX Global, Eduardo Velho.

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