Lucro do BTG Pactual fica abaixo das estimativas, com alta das despesas

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014 21:43 BRT
 

( SÃO PAULO, 18 Fev (Reuters) - O lucro do Grupo BTG Pactual ficou abaixo das estimativas de analistas no quarto trimestre, com o menor resultado de consultoria financeira ofuscando as receitas mais fortes com negociação, gestão de ativos e investimentos proprietários.

O banco controlado pelo bilionário André Esteves lucrou 768 milhões de reais no trimestre, ante 746 milhões de reais no trimestre imediatamente anterior. Um levantamento da Reuters com três analistas apontava para lucro de 792 milhões de reais.

Apesar do crescimento do lucro pelo quarto trimestre consecutivo, os ativos e o retorno sobre patrimônio, uma medida-chave de lucratividade, caíram pelo segundo trimestre seguido. Os ativos caíram depois que as participações do BTG em ativos financeiros financiados por acordos de recompra, como títulos do governo brasileiro e dos Estados Unidos, caíram durante o trimestre.

A receita total aumentou 27 por cento em bases trimestrais, para 1,799 bilhão de reais, ante estimativas de 1,625 bilhão de reais. As receitas de banco de investimento caíram 62 por cento, para 50 milhões de reais, o nível mais baixo em nove trimestres. A pesquisa esperava 111 milhões de reais.

O lucro com vendas e negociações aumentou 31 por cento, para 339 milhões de reais, ante estimativa de 344 milhões de reais. As taxas com gestão de ativos mais do que dobraram no trimestre para 480 milhões de reais.

BÔNUS

"O ano de 2013 foi desafiador para os mercados de capitais globais. Nesse cenário adverso, fomos capazes de entregar números consistentes durante o ano, e o quarto trimestre foi nosso melhor em termos de lucratividade", disse Esteves no balanço de resultados.

Esteves, 45 anos, liderou o banco por tempos turbulentos nos mercados brasileiros ao compartilhar riscos de investimentos com clientes em setores como petróleo e gás, logística e agronegócio. O BTG Pactual moveu-se para uma abordagem mais conservadora no ano passado, deixando ativos de risco antes do início da redução dos estímulos promovida pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

As despesas provocaram um declínio no lucro, mostrou o balanço, já que salários, bônus e compensações mais do que dobraram na comparação trimestral. O total de despesas subiu 75,3 por cento, para 880 milhões de reais, comparados com uma expectativa de 638 milhões de reais.   Continuação...