Cromossomo Participações diz que pode fazer OPA para tirar Dasa do Novo Mercado

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014 08:03 BRT
 

SÃO PAULO, 20 Fev (Reuters) - A Cromossomo Participações informou na noite de quarta-feira que poderá realizar nova oferta pública de aquisição de ações da companhia de diagnósticos Dasa para retirá-la do Novo Mercado, caso não consiga recompor em seis meses o percentual mínimo de ações exigido para listagem no segmento.

As regras do Novo Mercado determinam que as ações em circulação da companhia totalizem pelo menos 25 por cento do capital social da empresa. Mas segundo informações enviadas à BMF&Bovespa na véspera, apenas 13,05 por cento dos papéis da Dasa eram negociados livremente no mercado.

A Cromossomo é controlada indiretamente por Edson de Godoy Bueno e Dulce Pugliese de Godoy Bueno. Desde o leilão da oferta pública de aquisição de ações (OPA) que deu a ambos o controle da Dasa, em 10 de fevereiro, a Cromossomo já adquiriu ações correspondentes a 42,89 por cento do capital da empresa de diagnósticos.

Como Bueno e Dulce detêm, juntos, uma participação direta de 23,59 por cento na Dasa, sua fatia total na companhia soma 66,48 por cento.

Ao mesmo tempo em que eles elevaram o controle sobre a Dasa, outros acionistas se desfizeram dos papéis. Foi o caso da gestora de recursos Tarpon, que anunciou há uma semana a redução de sua participação para menos de 5 por cento do capital social da companhia.

Segundo informações disponibilizadas pela BM&FBovespa, o Oppenheimer Funds detém 10,1 por cento da Dasa. A Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros) é dona de outros 10 por cento da companhia, com os 0,37 por cento remanescentes correspondentes às ações em tesouraria.

Há cerca de um ano e meio, Bueno e Dulce venderam cerca de 90 por cento da operadora de planos de saúde Amil para a norte-americana United Health, em uma operação de cerca de 10 bilhões de reais.

No fim de dezembro, eles anunciaram a intenção de fazer uma OPA pelas ações da Dasa através da Cromossomo Participações, com a intenção de adquirir até 100 por cento das ações da companhia.

(Por Marcela Ayres)