20 de Fevereiro de 2014 / às 17:04 / 4 anos atrás

Copersucar avança nas obras de reconstrução de terminal em Santos

Um dos armazéns de açúcar incendiados visto no porto de Santos. Enquanto caminhões esperam na fila para descarregar açúcar, operários pendurados em cordas trabalham para reconstruir a cobertura do terminal da Copersucar no porto de Santos, com o objetivo de elevar já nos próximos meses a capacidade de exportação da unidade danificada por um incêndio no ano passado. 29/10/2013 REUTERS/Paulo Whitaker

Por Gustavo Bonato

SANTOS, 20 Fev (Reuters) - Enquanto caminhões esperam na fila para descarregar açúcar, operários pendurados em cordas trabalham para reconstruir a cobertura do terminal da Copersucar no porto de Santos, com o objetivo de elevar já nos próximos meses a capacidade de exportação da unidade danificada por um incêndio no ano passado.

A empresa, maior comercializadora de açúcar e etanol do mundo, foi surpreendida em outubro pelo incidente, poucos meses depois de ter inaugurado uma ampliação para 10 milhões de toneladas por ano.

A reportagem da Reuters verificou, no local, que está avançado o trabalho de instalação do telhado metálico de pelo menos dois armazéns, em um trabalho que deverá ser concluído em poucas semanas.

A cobertura é um passo importante para a recuperação da capacidade de estocagem do terminal, mas ainda há diversas obras a serem concluídas, como o sistema de esteiras subterrâneas, segundo pessoas que trabalham no local.

Em um terceiro armazém, o XXI, havia uma cobertura provisória de lona sendo montada, que caiu com o vento, e precisou passar por reparos emergenciais.

“A cobertura definitiva (deste armazém) começa a ser construída no próximo dia 1º de março”, informou a Copersucar, por meio da assessoria de imprensa.

CAPACIDADE

A atual capacidade de embarque está dentro do previsto no cronograma, de 250 mil toneladas de açúcar por mês, disse a Copersucar.

A operação no Terminal Açucareiro Copersucar (TAC) foi reiniciada em janeiro, com a retomada dos carregamentos de navios a partir da estrutura preservada e da conclusão de obras de contingenciamento, informou a empresa.

Na forma original, o terminal tinha capacidade de embarque médio de 833 mil toneladas por mês (10 milhões por ano).

A Copersucar prevê que em maio deste ano o terminal passe a operar com capacidade de 333 mil toneladas por mês (4 milhões por ano).

A empresa informou anteriormente que pretende recuperar a capacidade original do TAC em fevereiro de 2015.

SAFRA

A Copersucar manteve a previsão de terminar a atual safra 2013/14, até o final de março, com exportações totais de 7 milhões de toneladas.

Apenas entre o incêndio e o final desta temporada (novembro/março), a empresa pretende embarcar 3,2 milhões de toneladas de açúcar a granel, sendo 700 mil por seu próprio terminal, com funcionamento parcial.

Para a próxima safra (2014/15), que começa oficialmente em abril, a previsão de embarques é de cerca de 4 milhões de tonelada a partir do terminal de Santos.

Os volumes restantes, que ainda não estão definidos, serão embarcados em outros terminais nos portos de Santos e Paranaguá.

FILA DE CAMINHÕES

Com pouca cobertura e capacidade de armazenagem reduzida no terminal, os caminhões descarregam apenas quando não chove e quando há navio atracado, disseram caminhoneiros.

Qualquer chuva inesperada paralisa as operações e provoca espera, reclamaram motoristas ouvidos pela Reuters no local.

“Descarregar na Copersucar está enrolado”, disse Maurício Barbosa, pouco antes de entregar o açúcar, o que faria 51 horas depois do agendamento inicial.

Antes do incêndio, segundo ele, era possível fazer duas viagens completas por semana, ida e volta, entre as usinas no interior de São Paulo e o terminal em Santos. “Agora, fazer uma está difícil”, relatou.

“A Copersucar está improvisada... Tem gente que fica esperando três a quatro dias para descarregar”, disse o caminhoneiro Alexandre Barros, que transporta açúcar para Santos há 11 anos.

A Copersucar respondeu que o abastecimento do terminal está sendo feito dentro do regime “just in time”, com a maior redução possível do tempo entre a descarga e o carregamento do navio, o que contribui para que os caminhões não fiquem em espera.

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