EUA lideram reação contra queixas de emergentes no G20

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014 09:05 BRT
 

Por Wayne Cole

SYDNEY, 21 Fev (Reuters) - Os países ricos do mundo reagiram nesta sexta-feira contra as reclamações dos mercados emergentes sobre os efeitos de suas políticas monetárias, afirmando que esses últimos precisam colocar suas próprias casas em ordem e avançar com a agenda de impulsionar o crescimento global.

Conforme ministros das Finanças e chefes de bancos centrais do Grupo de 20 países desenvolvidos e emergentes se reúnem antes do encontro do fim de semana em Sydney, muitos já estão falando em propósitos cruzados.

Países emergentes querem que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, calibre a redução de seu estímulo para mitigar o impacto em suas economias e mercados financeiros. Países desenvolvidos respondem que os problemas no mundo emergente são em sua maioria produzidos dentro deles mesmo e taxas de juros domésticas precisam ser determinadas com as recuperações domésticas em mente.

Um esboço do comunicado, noticiado pela Bloomberg News, destacou como a busca por crescimento prevaleceu sobre as preocupações com a volatilidade nos mercados emergentes que ameaçavam ofuscar a reunião.

"Estamos comprometidos em desenvolver novas medidas para elevar de forma significativa o crescimento global, ao mesmo tempo em que mantemos a sustentabilidade fiscal", diz o esboço segundo a Bloomberg.

"Reconhecemos que as políticas monetárias expansionistas em economias avançadas precisarão se normalizar no devido momento, em linha com crescimento mais forte."

Formuladores de política dos mercados desenvolvidos veem pouco risco de a recente turbulência virar o tipo de contágio que levou a uma ação coordenada do G20 após a crise financeira global.

"Mercados emergentes precisam adotar medidas próprias para colocar sua casa fiscal em ordem e adotar reformas estruturais", disse o secretário do Tesouro dos EUA, Jack Lew, em uma conferência financeira em Sydney antes das reuniões ministeriais.   Continuação...

 
Diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, durante mesa-redonda sobre Infraestrutura em meio ao encontro de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G20, em Sydney. Os países ricos do mundo reagiram nesta sexta-feira contra as reclamações dos mercados emergentes sobre os efeitos de suas políticas monetárias, afirmando que esses últimos precisam colocar suas próprias casas em ordem e avançar com a agenda de impulsionar o crescimento global. 21/02/2014. REUTERS/Dan Himbrechts/pool