Cia Hering prevê queda de margem em 2014 diante de cenário desafiador

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014 14:01 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A varejista de moda Cia Hering vê a margem bruta caindo de 1 a 2 pontos percentuais em 2014, enfrentando um cenário especialmente desafiador na primeira metade do ano, afirmou o diretor-financeiro e de Relações com Investidores, Frederico Oldani, nesta sexta-feira.

Na véspera, a companhia havia divulgado uma queda de 1,4 ponto percentual na margem bruta do quarto trimestre sobre igual período do ano passado, a 44,9 por cento, atribuindo o recuo à pressão de custos ligados a câmbio desvalorizado, mão-de-obra e matéria-prima, além de um ambiente mais duro para as vendas.

Segundo Oldani, a perspectiva é que a dinâmica de margem vista entre outubro e dezembro seja "muito parecida" com a que a companhia enxerga para a primeira metade de 2014.

Em teleconferência com analistas, ele acrescentou que uma margem bruta estável no ano seria vista como um "bom resultado" pela empresa.

No último trimestre, a Cia Hering registrou lucro de 101,7 milhões de reais, resultado praticamente em linha com o registrado um ano antes e com as projeções de analistas.

As ações da companhia recuavam 1,23 por cento às 13h57, a 24,08 reais, momento em que o Ibovespa operava com variação positiva de 0,05 por cento.

Em relatório, a equipe de analistas do Espírito Santo Investment Bank observou que enquanto a Cia Hering mostrou aceleração na queda da margem bruta no quarto trimestre, as concorrentes Lojas Renner e Riachuelo mostraram avanço na mesma linha.

"Os resultados não mudaram a visão negativa que temos sobre os problemas estruturais que a Cia Hering está enfrentando. Achamos que margens e preços estão altos demais, e que o crescimento médio dos preços de venda de 14,6 por cento no quarto trimestre parece confirmar isso", disse o BES.

Na teleconferência com analistas, o presidente da companhia, Fabio Hering, disse que a varejista não vê problemas em relação à curva de preços em suas diversas categorias, atribuindo a perda de tráfego nas lojas a um ambiente macroeconômico com "uma certa retração".   Continuação...