Dilma: investimento externo reforça resiliência do Brasil

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014 13:03 BRT
 

24 Fev (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira que o amplo fluxo de investimento estrangeiro no Brasil, com parte expressiva proveniente da Europa, reforça a resiliência do país ao quadro de transição financeira e monetária.

Em discurso no encontro empresarial Brasil-União Europeia, realizado em Bruxelas, Dilma reiterou o compromisso do país com o controle de preços e as contas públicas.

"O controle da inflação e o equilíbrio das contas públicas são requisitos essenciais para assegurar a estabilidade", disse a presidente.

O discurso de Dilma foi feito após anúncio do governo brasileiro na quinta-feira reduzindo para 1,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) ante 2,1 por cento a meta de superávit primário do setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais) para 2014.

O ajuste, no entanto, que visa a tornar a meta de superávit primário deste ano um alvo crível e factível de ser atingido, não convenceu plenamente os agentes econômicos. .

À plateia de representantes da iniciativa privada no exterior, a presidente salientou que o Brasil continua sendo um alvo de investimentos produtivos, apontando esse fluxo como um dos fatores de resistência do Brasil ao quadro de volatilidade internacional.

"O amplo fluxo de investimento estrangeiro direto direcionado ao país, de 64 bilhões de dólares em 2013, dos quais uma parte expressiva é de investimentos europeus, reforça a resiliência ao quadro de transição financeira e monetária."

O Investimento Estrangeiro Direto (IED) de 64,045 bilhões de dólares não cobriu integralmente o rombo recorde histórico de 81,374 bilhões de dólares na conta de transações correntes do país no ano passando, mantendo as contas externas do país em contínua situação de deterioração.

A presidente comentou ainda que a oscilação da cotação da moeda norte-americana em relação ao real não deve ser interpretada como uma fragilidade do país.

"Do ponto de vista do Brasil, a flutuação do câmbio não deve ser confundia com vulnerabilidade. Consideramos que a flutuação do câmbio é uma mudança dos preços relativos."

(Por Luciana Otoni, em Brasília)

 
Presidente Dilma Rousseff durante coletiva de imprensa após reunião de cúpula entre União Europeia e Brasil, em Bruxelas. Dilma afirmou nesta segunda-feira que o amplo fluxo de investimento estrangeiro no Brasil, com parte expressiva proveniente da Europa, reforça a resiliência do país ao quadro de transição financeira e monetária. 24/02/2014. REUTERS/Francois Lenoir