Acidente interrompe carregamento de grãos em berço do porto de Rio Grande

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014 17:54 BRT
 

SÃO PAULO, 24 Fev (Reuters) - A queda de uma estrutura de carregamento sobre um navio no terminal Tergrasa, em Rio Grande (RS), interrompe os embarques de grãos em um dos cinco berços graneleiros do porto, o segundo maior exportador de soja do Brasil, disse a empresa que opera o terminal.

Técnicos da Cooperativa Central Gaúcha (CCGL), que administra o Tergrasa, avaliam os estragos com o objetivo de determinar quando a estrutura poderá voltar a operar, disse a empresa por meio da assessoria de imprensa.

Uma fonte do mercado local, ouvida pela Reuters, disse que "shiploader" caiu no domingo sobre o navio Hokuetsu Hope 2, que está preso e com o carregamento interrompido.

A expectativa é que o navio seja liberado até meados desta semana e que os reparos na estrutura de carregamento durem cerca de duas semanas, disse a fonte.

"O carregador está apoiado no navio", disse a fonte, que pediu para não ser identificada.

O mapa interativo do terminal financeiro Eikon, da Thomson Reuters, que disponibiliza a posição de navios em tempo real, mostrava a embarcação parada no terminal na tarde desta segunda-feira.

Rio Grande foi o segundo porto que mais embarcou soja em grãos no país em 2013, atrás apenas de Santos, superando o porto de Paranaguá, conforme dados do governo brasileiro.

Apesar de Rio Grande escoar primordialmente a safra gaúcha de grãos, que ainda não começou a ser colhida na atual temporada 2013/14, o porto tem registrado um forte volume de embarques desde janeiro.

Pelo menos 3 navios de soja e 4 navios de milho já partiram de Rio Grande desde o início do ano, segundo a escala de navios da agência marítima Williams.

A fonte local ouvida pela Reuters disse que este volume de soja e milho no início da temporada é formado principalmente por grãos do Centro-Oeste e do Paraná, enviados para embarque em Rio Grande por empresas que buscam fugir das filas em portos como Santos e Paranaguá.

(Por Gustavo Bonato)