24 de Fevereiro de 2014 / às 20:54 / 3 anos atrás

Plano 2030 da Petrobras vai conviver com programa quinquenal, dizem fontes

Por Sabrina Lorenzi

RIO DE JANEIRO, 24 Fev (Reuters) - A Petrobras vai divulgar na terça-feira juntamente com o resultado trimestral um planejamento estratégico de longo prazo, com objetivos e metas inéditas para esta e a próxima década, em um plano que conviverá com seu programa de investimentos quinquenal.

O objetivo do Plano Estratégico 2030, como foi chamado, é dar previsibilidade maior aos investimentos, disseram duas fontes com conhecimento direto do assunto.

A petroleira enviou no final da noite de sexta-feira um convite a investidores para a apresentação de resultados financeiros do quarto trimestre do ano passado e a divulgação do Plano Estratégico 2030.

Paralelamente, a Petrobras manterá seu plano de negócios para um período mais curto, de cinco anos, com previsão de recursos para o período de 2014 a 2018, disseram as duas fontes, na condição de anonimato.

As fontes não informaram se este plano de negócios, de prazo mais curto, será divulgado juntamente com o planejamento para o período mais longo, na terça-feira.

A presidente da empresa, Maria das Graças Foster, detalhará a plano na quarta-feira, com toda a diretoria da empresa.

HISTÓRICO

Planejamento estratégico semelhante ao que será apresentado amanhã foi elaborado em 2007, quando o então presidente José Sérgio Gabrielli divulgou metas agressivas de crescimento da companhia para até 2020.

Na mesma ocasião, a Petrobras divulgou o Plano de Negócios 2008-2012 com investimentos de 112,4 bilhões de dólares, valor que disparou nos anos seguintes, com o necessidade de pesados aportes para desenvolver as descobertas do pré-sal e aumentar a capacidade de refino do país.

A Petrobras atualiza anualmente o plano de negócios com investimentos previstos para cinco anos.

O Plano de Negócios e Gestão 2013-2017 previu investimentos de 236,7 bilhões de dólares, com um valor de 207 bilhões de dólares referentes à carteira de projetos em implantação.

Agora, a companhia poderá estabelecer no plano de negócios mais uma faixa de Capex, segundo reiterou nesta segunda-feira do Itaú BBA em relatório.

Desta vez, segundo o banco, haverá uma terceira referência, provavelmente, um nível mínimo excluindo os projetos com flexibilidade para adiamento.

Os analistas sugerem que a execução do plano deverá levar em conta a evolução da relação entre a dívida e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Petrobras, o aumento da produção e a paridade de preços.

"Esta poderia ser uma solução adequada do ponto de vista das agências de classificação de crédito", disse o Itaú BBA em relatório recente, acrescentando que desta forma a empresa poderia estabelecer patamares em relação aos níveis de dívida e aos gastos futuros.

A Petrobras deverá apresentar melhora nos resultados operacionais do último trimestre de 2013, devido aos preços maiores do petróleo e derivados, mas a expectativa é de redução do lucro líquido, afetado pelo câmbio e aumento das despesas com juros da dívida.

A média das cinco estimativas de bancos de investimentos obtidas pela Reuters apontam para um lucro líquido da Petrobras de 5,41 bilhões de reais no quatro trimestre, 30 por cento menor que o registrado no mesmo período de 2012.

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