Governo multa 4 terminais de Santos por falta de agendamento de caminhões

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014 19:52 BRT
 

BRASÍLIA, 24 Fev (Reuters) - O governo federal já aplicou quatro multas, que somam mais de 300 mil reais, a terminais do porto de Santos que receberam caminhões sem agendamento, disse nesta segunda-feira o ministro da Secretaria de Portos, Antonio Henrique Silveira.

Na semana passada, o terminal T-Grão recebeu a primeira destas multas, depois de constatado que 106 caminhões aguardavam para descarregar sem terem feito o agendamento, obrigatório há alguns meses.

O agendamento é uma tentativa do governo de organizar o movimento no porto no escoamento da safra, minimizando filas de veículos e congestionamentos.

Apesar dos episódios que renderam multas aos terminais, o ministro disse que a adesão ao agendamento tem aumentado.

"No início do mês, os postos de monitoramento da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) nas rodovias tinham índice superior a 50 por cento de caminhões não agendados. Na última medição, na semana passada, já caiu para 6 por cento", disse Silveira, antes de reunião do governo com embarcadores, transportadores e produtores de soja para tratar do agendamento em Santos.

O ministro não quis revelar a lista dos demais terminais multados.

Segundo ele, uma questão que ainda precisa ser ajustada é o respeito à janela do agendamento, de seis horas, para o caminhão chegar ao pátio regulador, onde aguarda a ordem para seguir até o terminal.

"O agendamento tem sido feito, mas ainda tem uma ocorrência alta de furar essa janela de seis horas", disse o ministro a jornalistas.

A falta de capacidade das estradas de acesso ao porto de Santos, pátios reguladores operando perto do limite e o desrespeito a agendamentos na chegada de cargas apontam para mais uma safra de soja com problemas e congestionamentos no maior complexo portuário da América Latina.

Filas de caminhões nos acessos e dentro da cidade de Santos já foram registrados nas últimas duas semanas, provocando reclamações de caminhoneiros, moradores e comerciantes de grãos.

(Por Leonardo Goy)