Vale diz que primeiro navio Valemax irá atracar na Malásia em março

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014 09:10 BRT
 

PEQUIM, 25 Fev (Reuters) - A mineradora Vale começará em março a primeira fase de operação do seu centro de armazenamento e distribuição de minério de ferro na Malásia, que vai melhorar seu acesso à China, sua maior cliente, disse um executivo da companhia nesta terça-feira.

A maior mineradora de minério de ferro do mundo, cujos gigantescos navios Valemax são banidos de portos chineses, construiu o terminal na Malásia para concorrer melhor contra as rivais australianas Rio Tinto e BHP Billiton.

Os navios de 400 mil toneladas de porte bruto (tpb), maiores transportadores de carga a granel do mundo, deveriam cortar os custos de frete da Vale à China, mas Pequim os baniu em janeiro de 2012 para proteger seus transportadores.

O centro na Malásia, juntamente com um terminal flutuante construído nas Filipinas em fevereiro de 2012, pode ajudar a Vale a maximizar o uso dos navios.

João Mendes de Faria, presidente da Vale na China, disse em uma conferência da indústria que o centro malaio receberá a primeira atracação do Valemax no mês que vem, levando quantidades maiores do minério da Vale para mais perto dos portos chineses.

A Vale planeja elevar sua produção total de minério de ferro em 50 por cento, para mais de 450 milhões de toneladas ao ano até 2018. Aumentar sua participação no mercado da China é uma parte vital da estratégia da empresa.

Mendes de Faria disse que a recusa da China em admitir os grandes navios da empresa havia reduzido a "eficiência" na entrega de minério de ferro para o mercado chinês, mas afirmou que a criação do centro na Malásia iria levar melhorias para os clientes do país.

"Com a Malásia e as nossas estações flutuantes, nossa estratégia de logística no curto e médio prazo foi estabelecida", disse ele.

A China barrou os navios Valemax dos seus portos cerca de um mês depois do primeiro deles atracar no porto de Dalian, em dezembro de 2011. Mas um Valemax conseguiu atracar no porto chinês de Lianyungang em abril do ano passado.

(Por David Stanway e Manolo Serapio Jr)