26 de Fevereiro de 2014 / às 02:12 / em 4 anos

Petrobras reduz investimentos a US$220,6 bi para 2014 a 2018

RIO DE JANEIRO, 25 Fev (Reuters) - A Petrobras enxugou em 6,8 por cento seu robusto plano de negócios para o período de cinco anos, com previsão de investimentos de 220,6 bilhões de dólares entre 2014 a 2018.

No plano, anunciado na noite de terça-feira, a estatal elevou o volume de recursos destinados à divisão de produção de petróleo, ao mesmo tempo em que reduziu fortemente o montante previsto para a área de abastecimento.

No plano anterior, de 2013 a 2017, a previsão de investimentos quinquenais era de 236,7 bilhões de dólares.

A companhia anunciou o novo valor de investimento de médio prazo juntamente com um plano estratégico de longo prazo, no qual busca alcançar uma produção média de petróleo de 4 milhões de barris diários entre 2020 e 2030 no Brasil e no exterior.

Para o ano de 2014, a meta de crescimento da produção de óleo e LGN (líquido de gás natural) no Brasil é de 7,5 por cento em relação a 2013, após dois anos de queda na extração de petróleo, que fechou o ano passado no país em 1,931 milhão de barris ao dia.

A Petrobras ainda manteve sua meta de produção de óleo e gás para 2020 em 5,2 milhões de barris ao dia, na comparação com o plano de médio prazo divulgado no ano passado.

Mas ressaltou que as metas atuais são bem diferentes das apresentadas em 2007, quando foi elaborado o último plano estratégico de longo prazo.

“O contexto do ambiente de negócios atual... difere daquele de 2007... com destaque para as repercussões da crise econômica mundial de 2008, o fenômeno do shale gas e tight oil nos Estados Unidos, que vem mudando a geopolítica da energia no mundo”, disse a estatal, citando ainda as mudanças do marco regulatório brasileiro com a criação dos regimes de cessão onerosa e partilha.

As premissas básicas utilizadas pela estatal na elaboração do plano considera o preço por barril de petróleo tipo Brent de 105 dólares em 2014, diminuindo para 100 dólares até 2017 e para 95 dólares no longo prazo.

A taxa de câmbio média prevista no plano é de 2,23 reais por dólar em 2014, passando para 1,92 real no longo prazo.

A companhia também considera como pressuposto para financiamento do plano a manutenção do seu grau de investimento, buscando uma alavancagem menor que 35 por cento e o indicador de dívida líquida/Ebitda menor que 2,5 vezes.

A empresa reafirmou querer que os indicadores de endividamento e alavancagem voltem, em um prazo de até 24 meses, aos limites estabelecidos, conforme fato relevante divulgado em novembro de 2013.

Entre os pressupostos do plano, a estatal também disse que “não há emissão de novas ações”, assim como busca a convergência dos preços de diesel e gasolina no Brasil com as referências internacionais, uma vez que a defasagem é um dos fatores que afetam os resultados da empresa.

DISTRIBUIÇÃO

Com foco nas metas de produção, a estatal aumentou em 4,3 por cento os investimentos dos próximos cinco anos para a área de Exploração & Produção, na comparação com o plano anterior.

Do total de 154 bilhões de dólares para esta área, 73 por cento serão destinados ao desenvolvimento dos projetos de produção.

A divisão responderá por 70 por cento do total dos investimentos da petroleira.

Os investimentos previstos para projetos da área de Abastecimento foram reduzidos em 40 por cento para 38,7 bilhões de dólares, ante 64,8 bilhões de dólares previsto no plano anterior.

Os destaques de projetos em implantação são a Refinaria Abreu e Lima, o primeiro trem de refino do Comperj e a construção de 45 navios de transporte de óleo e derivados (Promef).

Uma das metas da companhia nesta área é suprir o mercado brasileiro de derivados, alcançando uma capacidade de refino de 3,9 milhões de barris/dia em 2030, “em sintonia com o comportamento do mercado doméstico”.

DIFERENTES CARTEIRAS

Conforme esperado por analistas do Itaú BBA, o plano de negócios da Petrobras foi estruturado em três carteiras de projetos: Carteira em Implantação, Carteira em Processo de Licitação e Carteira em Avaliação.

Na Carteira em Processo de Licitação estão incluídos os projetos de E&P no Brasil que ainda passarão pelo processo de contratação de suas unidades e os projetos das refinarias Premium I e Premium II, que terão seus processos licitatórios conduzidos em 2014, diz a Petrobras.

A Carteira em Implantação contempla todos os projetos em execução (obras) e projetos já licitados de todas as áreas, além dos recursos necessários para os estudos dos projetos da Carteira em Avaliação.

“Juntas, as duas carteiras, em implantação e em processo de licitação, somam 206,8 bilhões de dólares”.

A Carteira em Avaliação, com 13,8 bilhões de dólares, engloba, exceto exploração e produção no Brasil, projetos que atualmente se encontram em fase de identificação de oportunidade, ainda conceitual.

São projetos de “menor maturidade e não causam impacto nas curvas de produção de petróleo e de processamento de derivados no Brasil, até 2020”, explicou a estatal.

Reportagem de Sabrina Lorenzi

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