Airbus vai elevar produção de jatos conforme lucros crescem

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014 10:22 BRT
 

TOULOUSE, França, 26 Fev (Reuters) - A Airbus anunciou um aumento na produção de jatos nesta quarta-feira, ecoando planos da arquirrival Boeing conforme as duas empresas competem para atender uma demanda recorde por aviões com maior eficiência de combustível.

A notícia surgiu ao mesmo tempo que o maior grupo aeroespacial da Europa, anteriormente conhecido como EADS, revelou lucros maiores em 2013, ao mesmo tempo que fez previsões cautelosas para o ano, com encargos maiores sobre seu mais novo modelo, o A350.

A Airbus anunciou que vai elevar a produção de sua linha de jatos pequenos A320 para 46 aeronaves por mês até o segundo trimestre de 2016, ante 42 atualmente. A rival Boeing tem como meta 47 jatos mensais até 2017.

Para 2014, a Airbus fez uma previsão de receitas estáveis e crescimento "moderado" na margem operacional, que a empresa ainda espera que fique entre 7 a 8 por cento em 2015, ante 6 por cento em 2013.

A Airbus previu que as entregas em 2014 ficarão em linha com as de 2013, o que significa que a empresa ficará em segundo lugar atrás da Boeing em produção este ano. A Airbus reafirmou que entregará seu primeiro A350 à Qatar Airways até o fim de 2014.

"Não estamos planejando nenhuma nova aventura para 2014 -- o foco é execução, execução, execução", disse Tom Enders, presidente-executivo do Airbus Group.

Segundo a Airbus, os pedidos brutos por aeronaves comerciais devem permanecer acima do nível de entregas.

O lucro operacional do Airbus Group antes de itens não recorrentes cresceu 21 por cento em 2013, para 3,6 bilhões de euros (4,9 bilhões de dólares), acima das expectativas de 3,52 bilhões de euros em uma pesquisa da Reuters. A receita cresceu 5 por cento, a 59,3 bilhões de euros.

O lucro líquido também cresceu 22 por cento, para 1,5 bilhão de euros, após encargos de 434 milhões relacionados aos custos maiores sobre seu mais novo jato de dois corredores, o A350, e 292 milhões gerados principalmente pela reestruturação das atividades aeroespaciais e de defesa.

(Por Cyril Altmeyer, Tim Hepher e Victoria Bryan)