Restrições em ferrovia do MT a Santos não devem pressionar ALL em 2014, diz diretor

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014 17:45 BRT
 

Por Roberta Vilas Boas

SÃO PAULO (Reuters) - As restrições de velocidade em uma importante ferrovia da ALL que liga o Mato Grosso ao Porto de Santos continuam após acidente ocorrido em novembro, mas não devem impactar os volumes transportados pela empresa em 2014, afirmou um executivo da companhia nesta quarta-feira.

Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da ALL, Rodrigo Campos, os trens da ALL ainda operam com velocidade reduzida na ferrovia, que responde por 60 a 65 por cento do volume transportado pela companhia. O descarrilamento de novembro passado deixou oito mortos.

Ele comentou que a velocidade menor dos trens não deverá gerar fortes impactos financeiros para a companhia como os que foram registrados no quarto trimestre, quando o prejuízo da empresa cresceu mais de 50 por cento sobre um ano antes.

"Hoje temos um sistema (de operação) assistida, e tem basicamente restrição de velocidade", disse ele em entrevista por telefone, acrescentando que a companhia trabalha junto com a prefeitura de São José do Rio Preto (SP), onde o acidente ocorreu, para resolver problemas de excesso de água e esgoto na via.

Campos explicou que avaliações indicaram que a causa do acidente foi o excesso de água que chegou à ferrovia, fazendo com que o solo tenha tendência a colapsar, e que a companhia trabalha com a prefeitura de São José do Rio Preto para solucionar o problema.

"O problema de água vindo para a ferrovia continua... Não existe muita dúvida que foi isso (que causou o acidente). Todo o projeto da ferrovia estava preparado para 1 milhão de litros de água por mês, e está recebendo 12 milhões", disse o executivo.

De acordo com ele, o limite menor na velocidade deve continuar até que o problema seja resolvido. "A restrição existe e a gente sabe que pode acontecer de novo (a movimentação do solo)."

Sobre os problemas em portos, que também pressionaram os volumes da companhia, a expectativa é de que restrições no terminal de açúcar da Copersucar, que sofreu um grande incêndio em outubro, continue tendo efeitos negativos.   Continuação...