Ferrovia Transnordestina, da CSN, pede registro de cia aberta

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014 13:24 BRT
 

SÃO PAULO, 27 Fev (Reuters) - A Ferrovia Transnordestina Logística, controlada pela siderúrgica CSN, pediu registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), um passo que costuma preceder a emissão de dívida ou ações, conforme dados publicados no site da autarquia nesta quinta-feira.

O pedido veio um dia antes da CSN anunciar resultados de quarto trimestre. Até setembro, a dívida da companhia somava 17,78 bilhões de reais, com uma relação dívida líquida sobre lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 3,65 vezes.

A participação da CSN no capital social da Transnordestina era de 75,92 por cento segundo dados da companhia até março do ano passado.

A empresa faz parte da unidade de logística da CSN, que no terceiro trimestre do ano passado teve receita líquida de 338 milhões de reais, 6,3 por cento do faturamento total do grupo.

Em setembro passado, a CSN assinou novos termos para construção de cerca de 1.730 quilômetros de trechos da Transnordestina que interligarão o terminal ferroviário em Eliseu Martins (PI) aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE). O investimento nessa segunda malha soma 7,5 bilhões de reais, dos quais 4,1 bilhões tinha sido aportados até junho do ano passado.

Os termos de ajustamento de conduta foram assinados para resolver pendências com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em meio a vários atrasos nas obras. Na ocasião, novo acordo de acionistas foi firmado entre Transnordestina, Valec, Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e o BNDESpar, braço de participações do BNDES.

A Transnordestina é operadora da antiga malha nordeste da Rede Ferrroviária Federal (RFFSA) e percorre sete Estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, com extensão total de 4.534 quilômetros. O contrato de concessão foi assinado em 1997 com duração de 30 anos e pode ser prorrogado por igual período.

(Por Alberto Alerigi Jr.)