Suécia se oferece para comprar avião cargueiro militar brasileiro

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014 21:24 BRT
 

BRASÍLIA, 27 Fev (Reuters) - O Brasil espera vender seu novo avião cargueiro militar KC-390 para a Suécia como parte de um contrato de 4,5 bilhões de dólares para a compra pelo governo brasileiro de 36 jatos de combate Gripen fabricados pela empresa sueca Saab.

A Força Aérea Brasileira (FAB) afirmou nesta quinta-feira que as compensações na oferta da Saab incluem a intenção do governo sueco de comprar jatos KC-390, somando-se aos sinais de interesse de outros mercados, além dos tradicionais latino-americanos, pelo novo cargueiro brasileiro.

O KC-390, em fase de desenvolvimento na Embraer, é projetado para ser uma alternativa mais barata e eficiente ao C130J Super Hercule, da Lockheed Martin.

O novo jato da Embraer está com seu primeiro voo programado para o fim do ano e recebeu compromisso antecipado de encomendas de Brasil, Argentina, Colômbia e Chile. Na Europa, Portugal e República Tcheca também estão envolvidos no projeto do KC-390 como parceiros industriais e eventuais clientes.

Até o momento foram encomendados 60 novos jatos. A Embraer estima que haja mercado para mais de 700 aviões no segmento com movimentação estimada em mais de 50 bilhões de dólares nos próximos dez anos.

O brigadeiro-do-ar José Augusto Crepaldi, chefe do programa da Força Aérea para compra e modernização de jatos de combate do Brasil, disse a um comitê do Senado que as potenciais vendas à Suécia são parte das conversações em andamento para finalizar o acordo dos jatos Gripen.

As compensações também incluem a intenção do governo sueco de comprar o bem-sucedido avião de treinamento e ataque leve Super Tucano, que a Força Aérea dos Estados Unidos adquiriu no ano passado para uso no Afeganistão.

A Saab se comprometeu a transferir 100 por cento da tecnologia do Gripen para o Brasil e estabelecer uma produção conjunta do mais recente modelo Gripen NG na Suécia e no Brasil, em parceria com a Embraer, disse Crepaldi.

Ele afirmou que 80 por cento da estrutura do jato serão fabricados no Brasil, incluindo a fuselagem traseira, asas, portas e material rodante. Os aviônicos serão feitos no Brasil pela AEL Sistemas, subsidiária da Elbit Systems, de Israel.   Continuação...