28 de Fevereiro de 2014 / às 13:59 / 4 anos atrás

Governo dos EUA reduz estimativa de expansão no 4º tri para 2,4%

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 28 Fev (Reuters) - O governo dos Estados Unidos reduziu sua estimativa para o crescimento no quarto trimestre uma vez que os gastos dos consumidores e as exportações foram menos robustas do que inicialmente imaginado, sugerindo certa perda de força para o início de 2014.

O Produto Interno Bruto dos EUA cresceu a uma taxa anual de 2,4 por cento, disse o Departamento do Comércio nesta sexta-feira, representando uma forte queda ante o ritmo de 3,2 por cento anunciado no mês passado e ante os 4,1 por cento registrados no terceiro trimestre.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que o crescimento seria reduzido a um ritmo de 2,5 por cento.

Não é incomum que o governo realize fortes revisões nos números do PIB, já que não possui dados completos quando faz suas estimativas iniciais. De fato, os números mais recentes estarão sujeitos a revisões no mês que vem, à medida que mais informações sejam recebidas.

A revisão deixou o PIB pouco acima da tendência de crescimento potencial da economia, que analistas calculam em algo entre 2 por cento e 2,3 por cento.

Os gastos dos consumidores responderam por boa parte da revisão depois que as vendas no varejo em novembro e dezembro foram mais fracas do que se presumia.

Os gastos dos consumidores foram cortados para uma taxa de 2,6 por cento, ainda o ritmo mais rápido desde o primeiro trimestre de 2012. Os dados relatados anteriormente mostravam um crescimento a um ritmo de 3,3 por cento.

Respondendo por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, os gastos dos consumidores contribuíram com 1,73 ponto percentual para o crescimento do PIB, ante 2,26 pontos divulgados anteriormente. Como resultado, a demanda doméstica final foi reduzida a uma taxa de 1,2 por cento.

A perda de ímpeto parece ter se estendido para o primeiro trimestre de 2014, com um inverno excepcionalmente frio pesando sobre as vendas no varejo, a construção e vendas de moradias e a produção industrial

FRAQUEZA TEMPORÁRIA

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, que vem reduzindo o volume de dinheiro que injeta na economia através de compras mensais de ativos, vê a recente fraqueza como temporária.

A chair do Fed, Janet Yellen, disse a parlamentares na quinta-feira que o clima frio teve um papel nos dados enfraquecidos. Ela disse, porém, que será necessária uma “mudança significativa” nas perspectivas econômicas para que o Fed suspenda planos de reduzir as compras de ativos.

Apesar do fraco começo no primeiro trimestre, economistas permanecem otimistas de que o crescimento este ano será o mais forte desde que a recessão terminou há quase cinco anos. A economia cresceu 1,9 por cento em 2013 inteiro.

Uma alta da inflação também foi responsável pela redução do crescimento do PIB no quarto trimestre. Um índice de preço no relatório do PIB mostrou alta de 1,0 por cento, em vez dos 0,7 por cento divulgados anteriormente.

O comércio também pesou sobre as revisões do quarto trimestre, depois que uma queda nas exportações em dezembro resultou em um déficit maior na balança comercial no quarto trimestre do que o governo estimava inicialmente.

A contribuição do comércio ao crescimento foi reduzida de 1,33 ponto percentual para 0,99 ponto percentual, número que ainda é a maior contribuição ao PIB desde o final de 2010.

Os estoques, para os quais foi relatado anteriormente um crescimento de 127,2 bilhões de dólares no quarto trimestre, foram revisados para 117,4 bilhões de dólares. O crescimento nos estoques de produtos não vendidos ainda foi o maior desde 1998 e seguiu-se a um ganho de 115,7 bilhões no terceiro trimestre de 2013.

A contribuição dos estoques ao crescimento, que o governo havia colocado em 0,42 ponto percentual há um mês, foi cortado para apenas 0,14 ponto percentual. Excluindo estoques, a economia cresceu a um ritmo de 2,3 por cento, revisado para baixo de um ritmo de 2,5 por cento.

Os gastos do governo também foram revisados para baixo, mas o impacto foi compensado por revisões para cima nos investimentos em construção residencial, estruturas não-residenciais e gastos de empresas com equipamentos.

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