Ouro, petróleo e grãos sobem com crise na Ucrânia

segunda-feira, 3 de março de 2014 15:00 BRT
 

LONDRES/CINGAPURA (Reuters) - Os preços do ouro, do petróleo e dos cereais subiram nesta segunda-feira, enquanto os metais industriais deslizaram, com os investidores reagindo à escalada das tensões entre Moscou e Kiev.

A preocupação com suprimentos empurrou para cima os preços do petróleo em mais de 2 dólares por barril e os do trigo e de milho em 4 a 6 por cento. O ouro, um ativo visto como porto seguro em momentos de crise, atingiu máxima de quatro meses.

Metais como o cobre caíram junto com ações, com os investidores abandonando ativos de maior risco, e devido a preocupações de que um conflito possa afetar o crescimento global.

A Rússia é um dos maiores produtores de petróleo do mundo.

O recém-empossado primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk, disse que a decisão de Moscou de usar a força militar é uma "declaração de guerra".

"Os mercados de petróleo estão reagindo sobre a possibilidade da situação piorar", disse o analista de mercado da OptionsXpress, Ben Le Brun, em Sydney.

O ouro subiu 1,9 por cento, a um pico de 1.350,80 dólares a onça, o valor mais alto desde 30 de outubro. O ouro também caminhava para o seu maior ganho diário desde 23 de janeiro.

Os contratos futuros de trigo na bolsa de Chicago subiram quase 6 por cento, e os do milho cerca de 4 por cento, com as tensões na Ucrânia alimentando temores de interrupção nos embarques do Mar Negro, uma das principais zonas de exportação de grãos do mundo.

"O mercado está preocupado com a possibilidade das tensões naquela parte do mundo reduzirem a atividade de exportação", disse o estrategista de commodities do Commonwealth Bank of Australia, Luke Mathews. "A importância da região do Mar Negro para os mercados globais de grãos não deve ser subestimada."

 
Barras de ouro empilhadas em uma sala de cofres na ProAurum em Munique. Os preços do ouro, do petróleo e dos cereais subiram nesta segunda-feira, enquanto os metais industriais deslizaram, com os investidores reagindo à escalada das tensões entre Moscou e Kiev. 03/03/2014 REUTERS/Michael Dalder