4 de Março de 2014 / às 18:28 / 4 anos atrás

EUA usam Ucrânia para fazer pressão sobre reformas no FMI

Cópias do orçamento do presidente Barack Obama para o ano fiscal de 2015 entregues ao Comitê de Orçamento do Congresso no Capitólio, em Washington. Os Estados Unidos buscaram nesta terça-feira usar a crise na Ucrânia como um argumento em seus esforços de convencer o Congresso a aprovar uma medida, há muito perseguida, que aumenta o poder financeiro do Fundo Monetário Internacional. 04/03/2014 REUTERS/Yuri Gripas

Por Anna Yukhananov

WASHINGTON, 4 Mar (Reuters) - Os Estados Unidos buscaram nesta terça-feira usar a crise na Ucrânia como um argumento em seus esforços de convencer o Congresso a aprovar uma medida, há muito perseguida, que aumenta o poder financeiro do Fundo Monetário Internacional.

O secretário do Tesouro Jack Lew disse que a Ucrânia seria capaz de tomar mais dinheiro emprestado e evitar um calote se os parlamentares norte-americanos aprovarem a medida, que dobraria os recursos do FMI e daria acesso a países em crise a um fundo maior de ajuda em potencial.

O governo Obama incluiu nesta terça-feira um pedido de alteração no financiamento do FMI dentro da proposta de orçamento do presidente para o ano fiscal de 2015, que começa no dia 1º de outubro.

O governo vem pressionando o Congresso, há cerca de um ano, para que aprove uma realocação de cerca de 63 bilhões de dólares de um fundo de crise do FMI para suas contas gerais, para assim manter a influência de Washintgon no banco mundial, e para cumprir um compromisso internacional assumido em 2010.

“Estamos trabalhando com o Congresso para aprovar a legislação de cotas de 2010 do FMI, que sustentaria a capacidade do FMI de emprestar recursos adicionais à Ucrânia e ao mesmo tempo ajudaria a preservar a continua liderança dos EUA nesta importante instituição”, disse Lew em um comunicado nesta terça-feira.

O Congresso deve aprovar o orçamento do FMI para completar as reformas de 2010, que dão mais voz aos mercados emergentes.

A reforma das ações com direito a voto do FMI, conhecidas como cotas, não podem continuar sem os Estados Unidos, que controlam a unica fatia majoritária dos votos na instituição.

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