FMI revela investidores por trás de boom nas dívidas de emergentes

quinta-feira, 6 de março de 2014 11:16 BRT
 

Por Krista Hughes

WASHINGTON, 6 Mar (Reuters) - Grandes investidores institucionais são responsáveis por 80 por cento do meio trilhão de dólares que estrangeiros têm colocado na dívida soberana de mercados emergentes nos últimos anos, apontou uma análise feita por economistas do Fundo Monetário Internacional.

Investidores como fundos de hedge e fundos soberanos detinham 768 bilhões de dólares em bônus de governos de mercados emergentes em junho de 2013, segundo o relatório. Bancos centrais estrangeiros detinham ao menos outros 40 bilhões de dólares.

A composição da base de investidores de um país é importante para avaliar se os investidores vão permanecer quando os tempos ficarem difíceis ou se vão correr para a saída, elevando rendimentos de bônus e derrubando as moedas. Bancos centrais e fundos de pensões são tidos como investidores estáveis, enquanto que fundos de hedge podem ser volúveis.

O relatório mostrou que cerca de 500 bilhões de dólares foram acumulados nos últimos três anos, uma vez que os mercados emergentes se recuperaram mais rapidamente da crise financeira internacional do que os países desenvolvidos.

Ainda segundo o relatório, que não representa necessariamente a visão do FMI, investidores institucionais são uma presença particularmente significativa no Peru, Uruguai, México, Lituânia e Hungria.

Por sua vez, investimentos de bancos centrais estrangeiros se concentravam em sua maioria no Brasil, China, Indonésia, Polônia, Malásia, México e África do Sul.

 
Um pedestre é refletido em um painel com cotações em Tóquio. Grandes investidores institucionais são responsáveis por 80 por cento do meio trilhão de dólares que estrangeiros têm colocado na dívida soberana de mercados emergentes nos últimos anos, apontou uma análise feita por economistas do Fundo Monetário Internacional. 28/08/2013 REUTERS/Yuya Shino