Índice S&P 500 fecha em nível recorde por melhores dados de auxílio-desemprego nos EUA

quinta-feira, 6 de março de 2014 22:10 BRT
 

Por Angela Moon

NOVA YORK, 6 Mar (Reuters) - O mercado acionário norte-americano encerrou o pregão desta quinta-feira em grande parte em alta, com o S&P 500 fechando em mais um nível recorde, estimulado por dados melhores do que o esperado de auxílio-desemprego nos Estados Unidos e pela decisão do Banco Central Europeu (BCE) de não alterar a taxa de juros.

Mas o sentimento geral foi cauteloso antes da divulgação, na sexta-feira, do relatório de geração de emprego dos Estados Unidos e tensões entre a Ucrânia e a Rússia.

O índice Dow Jones avançou 0,38 por cento, para 16.421 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve valorização de 0,17 por cento, para 1.877 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,13 por cento, a 4.352 pontos.

O volume de negócios ficou abaixo da média, com cerca de 6,4 bilhões de papéis negociados nas bolsas dos EUA, de acordo com dados do BATS Global Markets, ante média diária de cerca de 7 bilhões de ações no mês passado.

"Tivemos um pouco de movimento de venda no meio da sessão e no fim da tarde, mas o fato de o S&P 500 ter conseguido atingir um outro recorde mostra quanta resistência este mercado tem para instabilidades geopolíticas que claramente não acabaram, resistência a más notícias", disse o chefe de investimentos da Solaris Asset Management, Tim Ghriskey, em Bedford, Nova York.

Foi o quarto fechamento em nível recorde do S&P 500 nas últimas seis sessões.

Nos Estados Unidos, os pedidos de auxílio-desemprego caíram para 323 mil na semana passada, menor nível em três meses, em um sinal de força do mercado de trabalho que tem sofrido com o clima rigoroso. As novas encomendas à indústria do país, entretanto, caíram mais do que o esperado em janeiro, e os embarques também recuaram, ampliando os sinais de uma recente desacleração na atividade industrial.

Na Europa, o BCE deixou sua principal taxa de juros na mínima histórica de 0,25 por cento nesta quinta-feira e não apresentou nenhuma outra medida para impulsionar a frágil recuperação da zona do euro, apesar de prever inflação baixa pelos próximos anos.