7 de Março de 2014 / às 14:18 / 3 anos atrás

Criação de empregos nos EUA acelera mais que o esperado em fevereiro

Pessoas participam de uma feira de empregos em Detroit. A criação de empregos nos Estados Unidos acelerou mais do que o esperado em fevereiro, aliviando temores de uma desaceleração abrupta no crescimento econômico e mantendo o Federal Reserve, o banco central do país, em seu caminho de redução do estímulo monetário. 01/03/2014Joshua Lott

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 7 Mar (Reuters) - A criação de empregos nos Estados Unidos acelerou mais do que o esperado em fevereiro, aliviando temores de uma desaceleração abrupta no crescimento econômico e mantendo o Federal Reserve, o banco central do país, em seu caminho de redução do estímulo monetário.

Os empregadores norte-americanos abriram 175 mil vagas no mês passado após criarem 129 mil em janeiro, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira. A taxa de desemprego, no entanto, subiu para 6,7 por cento ante mínima de cinco anos de 6,6 por cento.

"Isso é um bom prognóstico para a economia já que houve fortes obstáculos e alguns dados antes indicando que não seria tão forte", disse o diretor executivo da Sarhan Capital Adam Sarhan.

Economistas consultados pela Reuters esperavam criação de 149 mil vagas nas folhas de pagamento fora do setor agrícola e que a taxa de desemprego permanecesse em 6,6 por cento.

O inverno atípico e com neve atrapalhou a atividade econômica em grande parte dos EUA. A neve e o gelo cobriram áreas densamente populosas durante a semana em que foi feita a pesquisa com os empregadores.

A duração da semana média de trabalho em fevereiro caiu ao seu menor nível desde janeiro de 2011 devido ao clima.

A pesquisa menor de domicílios, que serve para auferir a taxa de desemprego, mostrou que 6,9 milhões de pessoas com empregos informaram que trabalharam meio período por causa do clima. Esta foi a leitura mais alta para o mês de fevereiro desde que a série começou em 1978.

A pesquisa também mostrou que 601 mil pessoas com emprego ficaram em casa por causa do clima ruim no mês passado, o nível mais alto para fevereiro desde 2010.

O relatório de emprego fora do setor agrícola mostrou em média criação de 205 mil novas vagas por mês nos 11 primeiros meses de 2013, mas esse número caiu para apenas 129 mil em dezembro, janeiro e fevereiro uma vez que o clima ruim afetou a atividade econômica.

Autoridades do Fed, incluindo a chair Janet Yellen, têm visto a recente fraqueza nos empregos, que foi replicado em dados como as vendas no varejo, produção industrial e construção de moradias, como relacionada ao clima e temporária.

FED CONTINUARÁ REDUZINDO ESTÍMULO

A maioria dos economistas espera que o Fed anuncie mais cortes aos seu estímulo em sua próxima reunião, em 18 e 19 de março.

"A redução de estímulos do Fed provavelmente continuará a todo vapor", disse Craig Dismuke, estrategista-chefe econômico da Vinning Sparks.

O clima, no entanto, não é o único fator por trás do arrefecimento na atividade. As empresas estão lidando com uma grande quantidade de produtos não vendidos acumulados na segunda metade de 2013, o que significa que eles não têm incentivo para fazer novos pedidos aos fabricantes.

Além disso, o vencimento do auxílio-desemprego de longo prazo para mais de um milhão de norte-americanos em dezembro e cortes no auxílio-alimentação também estão afetando os gastos.

Estes fatores são, porém, temporários e a economia deve se recuperar nos próximos meses.

A taxa de participação no mercado de trabalho, ou a proporção de norte-americanos em idade para trabalhar que tem ou buscam um emprego, ficou estável em 63 por cento em fevereiro.

A criação de empregos no mês passado foi quase generalizada, com 162 mil vagas criadas no setor privado e 13 mil empregos gerados no setor público. O setor manufatureiro registrou o sétimo mês consecutivo de ganhos nos empregos, acrescentando 6 mil novos postos de trabalho, o mesmo que em janeiro.

Os empregos no setor de construção civil, que surpreendeu em janeiro ao registrar grandes ganhos, cresceram em 15 mil no mês passado.

A renda média por hora trabalhada aumentou 9 centavos de dólar em fevereiro. A semana média de trabalho caiu para 34,2 horas ante 34,3 horas, provavelmente devido ao clima rigoroso.

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