Criação de empregos nos EUA acelera mais que o esperado em fevereiro

sexta-feira, 7 de março de 2014 12:06 BRT
 

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 7 Mar (Reuters) - A criação de empregos nos Estados Unidos acelerou mais do que o esperado em fevereiro, aliviando temores de uma desaceleração abrupta no crescimento econômico e mantendo o Federal Reserve, o banco central do país, em seu caminho de redução do estímulo monetário.

Os empregadores norte-americanos abriram 175 mil vagas no mês passado após criarem 129 mil em janeiro, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira. A taxa de desemprego, no entanto, subiu para 6,7 por cento ante mínima de cinco anos de 6,6 por cento.

"Isso é um bom prognóstico para a economia já que houve fortes obstáculos e alguns dados antes indicando que não seria tão forte", disse o diretor executivo da Sarhan Capital Adam Sarhan.

Economistas consultados pela Reuters esperavam criação de 149 mil vagas nas folhas de pagamento fora do setor agrícola e que a taxa de desemprego permanecesse em 6,6 por cento.

O inverno atípico e com neve atrapalhou a atividade econômica em grande parte dos EUA. A neve e o gelo cobriram áreas densamente populosas durante a semana em que foi feita a pesquisa com os empregadores.

A duração da semana média de trabalho em fevereiro caiu ao seu menor nível desde janeiro de 2011 devido ao clima.

A pesquisa menor de domicílios, que serve para auferir a taxa de desemprego, mostrou que 6,9 milhões de pessoas com empregos informaram que trabalharam meio período por causa do clima. Esta foi a leitura mais alta para o mês de fevereiro desde que a série começou em 1978.

A pesquisa também mostrou que 601 mil pessoas com emprego ficaram em casa por causa do clima ruim no mês passado, o nível mais alto para fevereiro desde 2010.   Continuação...

 
Pessoas participam de uma feira de empregos em Detroit. A criação de empregos nos Estados Unidos acelerou mais do que o esperado em fevereiro, aliviando temores de uma desaceleração abrupta no crescimento econômico e mantendo o Federal Reserve, o banco central do país, em seu caminho de redução do estímulo monetário. 01/03/2014 REUTERS/Joshua Lott