12 de Março de 2014 / às 17:23 / em 4 anos

Áreas da cessão onerosa podem ter o dobro do contratado pela Petrobras

RIO DE JANEIRO, 12 Mar (Reuters) - As áreas de petróleo da chamada cessão onerosa podem conter reservas com o dobro do volume contratado pela Petrobras durante o processo de capitalização da estatal, disse uma autoridade da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta quarta-feira.

Contrato estabelecido durante a capitalização em 2010 dá à empresa o direito de explorar 5 bilhões de barris na área da cessão onerosa.

“Os cinco bilhões de barris da cessão onerosa do contrato de 2010, hoje a gente estima que pode chegar talvez ao dobro em termos de óleo recuperável”, afirmou o diretor da ANP, Florival Carvalho, durante evento para divulgar dados sobre o consumo de combustíveis no Brasil.

O acordo da cessão onerosa define para 2014 a atualização de valores e volumes das reservas de petróleo existente nas áreas cedidas para a Petrobras em troca de participação acionária. Detalhes dessa negociação para atualizar o contrato ainda não foram divulgados.

Uma empresa internacional foi contratada pela ANP para atualizar as estimativas da área.

Carvalho acredita que, com a declaração de comercialidade de áreas da cessão onerosa por parte da Petrobras, os números sobre reservas poderão ser atualizados e ficar mais próximos da realidade.

“A declaração vem até setembro e a cessão onerosa nos deixa bastante animados em termos de reservas”, comentou ele.

LIBRA

A reserva de Libra, a primeira área da camada pré-sal que foi leiloada em um certame específico para a importante região petrolífera, pode representar umas das maiores descobertas da história do país e uma das mais expressivas do mundo, reafirmou a ANP.

O otimismo, de acordo com o diretor, deve-se a estudos mais profundos sobre a área.

No ano de 2013, o campo de Libra foi arrematado em leilão da ANP pelo consorcio formado pela Petrobras, a anglo-holandesa Shell, a francesa Total e as chinesas CNPC e CNOOC.

“Libra poder ser o maior campo de petróleo já descoberto no Brasil e, talvez, um dos maiores do mundo em termos de reservas e recursos recuperáveis”, disse o executivo em evento da ANP.

A perspectiva é de que a fase exploratória de Libra comece ainda este ano. Um teste de longa duração (TLD) está programado para a área em 2016.

“Cada vez que a gente estuda Libra a gente fica mais otimista e os sinais dados por Libra são de um campo muito significativo”, declarou o diretor da ANP.

Por Rodrigo Viga Gaier; edição de Roberto Samora

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