Governo deve anunciar plano para custos com térmicas nesta 5a

quinta-feira, 13 de março de 2014 11:03 BRT
 

BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) - Os ministérios da Fazenda e de Minas e Energia devem anunciar nesta quinta-feira um plano para solucionar o problema de caixa das distribuidoras de energia que tem sido impactado pelos elevados gastos com a compra de energia de termelétricas e com a exposição ao mercado de curto prazo, segundo duas fontes do governo.

Segundo uma das fontes, o anúncio deverá ocorrer na tarde desta quinta no Ministério da Fazenda, em horário ainda não definido.

O plano envolve pelo menos dois itens. Como o governo vai cobrir o aporte, decidido na sexta-feira passada, de 1,2 bilhão de reais da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) às distribuidoras de energia, e como a CDE funcionará ao longo do ano, disse uma terceira fonte, esta próxima ao setor privado, com acesso a parte das discussões.

A expectativa é que o Tesouro banque uma parte do gasto adicional gerado pela cara energia de térmicas e o restante seria coberto por reajuste de tarifas das distribuidoras.

Na quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com o ministros Guido Mantega (Fazenda) e Edison Lobão (Minas e Energia) para tratar do assunto.

A liberação de 1,2 bilhão de reais às distribuidoras foi definida pelo governo federal na sexta-feira passada para cobrir a compra de energia de térmicas em janeiro.

Na quarta-feira, o secretário-executivo de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou que a liberação de 1,2 bilhão de reais da CDE para as distribuidoras será pago pelos consumidores em até cinco anos.

(Por Leonardo Goy; Reportagem adicional de Patrícia Duarte, em São Paulo)

 
Uma usina térmica a gás vista em Minsk. Os ministérios da Fazenda e de Minas e Energia devem anunciar nesta quinta-feira um plano para solucionar o problema de caixa das distribuidoras de energia que tem sido impactado pelos elevados gastos com a compra de energia de termelétricas e com a exposição ao mercado de curto prazo, segundo duas fontes do governo. 04/12/2012 REUTERS/Vasily Fedosenko