Bovespa cai quase 1% seguindo baixa do exterior por dados fracos da China

quinta-feira, 13 de março de 2014 18:33 BRT
 

SÃO PAULO, 13 Mar (Reuters) - A Bovespa caiu quase 1 por cento nesta quinta-feira, sem força para dar continuidade ao repique dos dois pregões anteriores, acompanhando a trajetória negativa dos mercados externos por dados fracos de produção industrial e vendas no varejo da China.

O Ibovespa caiu 0,91 por cento, a 45.443 pontos. O giro financeiro do pregão somou 5,7 bilhões de reais.

Os índices Dow Jones e S&P 500, nos Estados Unidos, perderam mais de 1 por cento e o principal índice da Alemanha perdeu 1,86 por cento, depois de dados mostrarem que a economia chinesa desacelerou nos primeiros dois meses do ano. O crescimento do investimento, as vendas no varejo e a produção industrial caíram para mínimas de vários anos, em performance surpreendentemente fraca.

O Ibovespa iniciou o pregão em leve alta, repercutindo dados melhores que o esperado do varejo brasileiro e norte-americano, mas acabou invertendo a trajetória com firmeza diante da queda das ações nos EUA.

"Está muito difícil a nossa bolsa conseguir subir de maneira 'normal'. Tem que cair para depois subir em repique", disse o especialista em renda variável Rogério Oliveira, da ICAP Brasil.

"Hoje ela poderia até ter confirmado o repique de ontem, mas o cenário está fraco de forma geral com os indicadores da China e, internamente, não conseguimos produzir uma notícia boa", completou.

Oliveira acrescentou que o mercado, de forma geral, não tem conseguido atrair a atenção de investidores, com a maioria das operações consistindo em arbitragem e trading de curto prazo.

Na cena corporativa, as ações da mineradora Vale, do Bradesco e da Petrobras exerceram as maiores pressões de baixa, enquanto as maiores quedas percentuais ficaram por conta da construtora e incorporadora PDG Realty e da fabricante de aeronaves Embraer.

No sentido oposto, ações do setor elétrico foram destaque de alta, com o índice de energia elétrica da Bovespa avançando 2,37 por cento. Os papéis refletiram expectativas do anúncio de um plano para solucionar o problema de caixa das distribuidoras de energia por parte do governo.   Continuação...