ALL obtém licença ambiental em duplicação de ferrovia em São Paulo

quinta-feira, 13 de março de 2014 19:48 BRT
 

SÃO PAULO, 13 Mar (Reuters) - A ALL obteve a licença ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para finalizar a duplicação da ferrovia entre Campinas e o Porto de Santos, que deverá elevar a capacidade de transporte de 15 para cerca de 40 pares de trem por dia, informou a empresa nesta quinta-feira.

A duplicação envolve os subtrechos ferroviários compreendidos entre Embu-Guaçu e Evangelista de Souza e entre Paratinga à Perequê, ambos concessionados à ALL Malha Paulista.

As obras nos dois trechos, que somam cerca de 40 quilômetros, deverão ser concluídas no primeiro trimestre de 2015. Os investimentos totais da ALL em via permanente somam 600 milhões de reais, que abrangem 264 quilômetros.

Segundo o superintendente de segurança e meio ambiente da ALL, Evandro Abreu de Souza, como a ferrovia já está em obras, a duplicação dos dois trechos poderá ter início já na segunda-feira devido a realocação de mão-de-obra e materiais que já são utilizados.

A empresa informou também que as demais fases de duplicação ainda estão em andamento e devem ser concluídas em abril deste ano, sendo que 133 quilômetros de vias já tiveram a duplicação concluída. O projeto percorre 16 cidades e possui obras como pontes, túneis e viadutos.

Os dois trechos aguardavam liberação ambiental por questões indígenas, mas segundo Souza, não será necessária a realocação de tribos nem pagamentos de indenizações. "Não existem comunidades indígenas na plataforma. Mas (o trecho) está em área de influência, há cinco quilômetros de comunidades", disse ele.

Souza afirmou também que são transportados principalmente grãos na ferrovia, no sentido Santos, mas que a via tem capacidade para qualquer produto.

Segundo a ALL, o investimento não estava previsto no contrato de concessão e será totalmente revertido ao poder concedente ao final do prazo do contrato.

A licença vem em um momento em que a ALL viu seus resultados atingidos pelo menor volume transportado em meio a gargalos em portos e após um acidente em novembro do ano passado, quando um de seus trens descarrilou na cidade de São José do Rio Preto.

(Por Roberta Vilas Boas)