Brasil eleva eficiência agrícola e reduz uso proporcional de defensivo, diz estudo

sexta-feira, 14 de março de 2014 15:54 BRT
 

Por Gustavo Bonato

SÃO PAULO, 14 Mar (Reuters) - O Brasil é o país que proporcionalmente menos utiliza defensivos agrícolas entre os grandes exportadores de alimentos, e foi o único que conseguiu aumentar a eficiência no uso desde 2004, mostra um estudo inédito da consultoria Kleffmann Group.

O Brasil conseguiu reduzir em 3 por cento o gasto com defensivos entre 2004 e 2011, passando de 7,28 dólares por tonelada produzida para 7,05 dólares/tonelada.

No mesmo período, outros grandes exportadores reduziram a eficiência: a Argentina passou a gastar 47 por cento mais e os Estados Unidos elevaram os custos com defensivos em 6 por cento.

Os norte-americanos gastam 10,65 dólares em defensivos para produzir cada tonelada, enquanto os argentinos desembolsam 10,59 dólares.

A melhora do Brasil nas estatísticas está atrelada a uma produção cada vez maior do país com um pequeno aumento de área cultivada --ganho de produtividade, em outras palavras-- com a ajuda do clima que permite o plantio de duas ou até três safras por ano em um mesmo espaço.

"O milho 'safrinha' ajudou a melhorar a matriz produtiva porque tem uma alta produção por hectare", lembrou o presidente da Kleffmann no Brasil, Lars Schobinger, em entrevista à Reuters.

O levantamento abrange todos os produtos agrícolas, como soja, milho, trigo, cana-de-açúcar, café e hortifrutigranjeiros.

A cana, produto com um peso por hectare bem superior aos dos grãos, com destaque na agricultura do Brasil (maior produtor de açúcar do mundo), ajuda a entender o estudo, uma vez que países como Estados Unidos contam com uma maior produtividade média para cereais, por exemplo, do que o Brasil.   Continuação...