Conselho da Petrobras aprova balanço de 2013; um conselheiro vota contra

segunda-feira, 17 de março de 2014 19:37 BRT
 

SÃO PAULO, 17 Mar (Reuters) - A Petrobras informou nesta segunda-feira que o seu Conselho de Administração aprovou, por maioria de votos, as demonstrações financeiras do exercício social de 2013, mas um conselheiro representante dos acionistas minoritários votou contra.

O conselheiro Mauro Rodrigues da Cunha, presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), foi dissidente.

Segundo a Petrobras, ele votou contrariamente à aprovação do balanço argumentando, entre outras coisas, que houve "falta de envio tempestivo das demonstrações para análise dos conselheiros", além de ter considerado que houve "insuficiência de informações e aparente inadequação da contabilização dos investimentos em refinarias".

Cunha também discordou quanto à política de "hegde accounting", prática contábil que a Petrobras passou a adotar em meados de maio de 2013, com o objetivo de reduzir impactos provocados por variações cambiais em seus resultados periódicos.

No caso da Petrobras, esse mecanismo contempla cerca de 70 por cento do total das dívidas líquidas expostas à variação cambial, informou a empresa em meados do ano passado.

Outras empresas, como a Braskem, também chegaram a adotar a medida .

O voto dissidente foi registrado em reunião realizada no dia 25 de fevereiro.

Procurado pela Reuters, Cunha respondeu por email não ter comentários sobre a nota publicada pela Petrobras.

No mesmo dia, o Conselho Fiscal da Petrobras recomendou que a estatal faça esforços para reduzir sua dívida, em meio à ameaça de corte na nota de crédito que poderia prejudicar os planos de investimento.   Continuação...