Governo diz a empresários que risco de racionamento está dentro do padrão

terça-feira, 18 de março de 2014 21:36 BRT
 

BRASÍLIA, 18 Mar (Reuters) - O Ministério de Minas e Energia apresentou nesta terça-feira a grandes consumidores e empresas de energia vários cenários para o fornecimento de eletricidade em 2014, que mostram que o risco de racionamento está dentro do padrão do setor de energia.

Segundo o presidente-executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Paulo Pedrosa, em todos os cenários apresentados pelo governo o risco de racionamento ficou abaixo do índice padrão de 5 por cento com o qual o setor trabalha normalmente, e em vários casos o risco ficou abaixo de 2 a 3 por cento.

"As hipóteses que nos foram apresentadas, que suportaram as análises do governo, mostram cenário bastante mais positivo do que outros que vêm sendo veiculados nos últimos dias", disse Pedrosa. A reunião desta terça-feira com representantes de todo o setor reunidos no Fórum das Associações do Setor Elétrico (Fase) "distensionou o ambiente das associações das empresas no geral", disse Pedrosa.

Além do risco dentro do padrão, os cenários apresentados indicando necessidade de reduzir o consumo apontavam para cortes pequenos, menores do que 5 por cento, que, segundo Pedrosa, poderiam ser absorvidos sem impacto para a economia.

"O risco é uma premissa da lógica de funcionamento do setor, e o atual não é diferente daquele que é considerado pelo setor", disse.

"Nas avaliações que nos foram apresentadas, apenas uma situação de extremo estresse continuado nos levaria a uma situação mais crítica", disse Pedrosa.

Um outro participante da reunião, que pediu para não ser identificado, disse que o tom da conversa com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, foi de que não há ainda motivo para alarme com relação a risco de desabastecimento de energia elétrica e que o país ainda tem margem de segurança.

Na apresentação feita aos empresários, foi dito ainda que Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste enfrentam neste ano sua terceira pior vazão da série histórica e que a situação é agravada pelo fato de ambas regiões estarem com dificuldades ao mesmo tempo.

Representantes do governo também disseram aos empresários que há expectativa de que as chuvas retornem com mais força a partir do dia 20 deste mês.

(Por Leonardo Goy)