Ambev diz que produção não será afetada no curto prazo por falta de água

quarta-feira, 19 de março de 2014 16:04 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A gigante de bebidas Ambev avalia que não está exposta a problema da falta de água no curto prazo em função de alternativas de captação com as quais conta no Brasil. A companhia afirmou ainda nesta quarta-feira que os baixos níveis de água do sistema Cantareira, em São Paulo, não afetaram sua produção até o momento.

Segundo o diretor de relações institucionais da Ambev, Ricardo Rolim, a companhia faz três medições diárias das operações em suas 44 fábricas, gerindo a eficiência das unidades de modo que a produção de uma possa compensar a de outra em uma eventual necessidade.

"Não acendeu a luz vermelha", disse ele a jornalistas, em evento promovido pela companhia em São Paulo. Rolim explicou que em Guarulhos, uma das cidades mais afetadas pelos baixos níveis de água dos reservatórios do Cantareira, a Ambev retira água de uma reserva ambiental, por meio de uma outorga.

Ele também afirmou que as fábricas da companhia só operam com 100 por cento da capacidade no verão, e que elas não retiram água de uma fonte só. "A gente não sofre no curto prazo. Temos soluções estruturadas, complexas e que não nos deixam à mercê de seca momentânea", afirmou.

Segundo o executivo, o maior risco advindo da falta de chuvas em São Paulo é de um aumento de resíduos orgânicos na água captada em níveis baixos dos reservatórios, o que poderia implicar maiores custos e tempo para tratá-la.

No entanto, Rolim disse que não houve mudança na produção da Ambev em nenhuma das cinco fábricas da companhia no Estado de São Paulo até agora.

Nesta quarta-feira, a empresa divulgou a redução de sete por cento no volume de água utilizado para a produção de bebidas entre 2012 e 2013 em todas as regiões onde a empresa mantém operações, suficiente para abastecer uma cidade com 800 mil habitantes por um mês.

Até 2017, a Ambev, que tem a maior parte de suas operações no Brasil, tem a meta de diminuir o consumo para 3,2 litros de água para cada litro de bebida envasada, ante índice médio de 3,34 em 2013.

As ações da empresa recuavam 0,3 por cento às 15h56, enquanto o Ibovespa mostrava alta de 0,9 por cento. Os papéis recuavam diante de expectativas sobre possível elevação nos impostos sobre bebidas frias no Brasil.   Continuação...