PERFIL-Acordo leva Mercuria ao clube de elite dos titãs das commodities

quarta-feira, 19 de março de 2014 18:35 BRT
 

Por Dmitry Zhdannikov e David Sheppard

NOVA YORK/LONDRES, 19 Mar (Reuters) - Os três grandes acabam de passar a ser os quatro grandes.

A compra do negócio de commodities físicas do JPMorgan pela Mercuria é o ponto culminante de uma jornada de dez anos dos traders suíços Marco Dunand e Daniel Jaeggi, dois homens que transformaram uma pequena casa comercial em uma operação capaz de rivalizar com os maiores no ramo dos recursos naturais.

Dunand e Jaeggi deram início aos negócios da Mercuria em 2004, quando adquiriram uma participação na casa de comércio J+S, cujo foco era a Polônia.

Mas comprar o maior negociador de petróleo e metais em Wall Street por 3,5 bilhões de dólares fez com que dessem um salto para o clube de elite dos titãs globais das commodities, ao lado da Glencore Xstrata , Vitol e Trafigura.

Dunand disse nesta quarta-feira que os mais de 60 anos de experiência comercial dele e Jaeggi, somados --começando como operadores de produtos agrícolas na Cargill até ascenderem na hierarquia em prestigiadas empresas de commodities, tais como a operação J.Aron, da Goldman Sachs, e a negociadora de petróleo Phibro--, ajudaram neste desafio.

"Eu poderia, claro, dizer a vocês que eu quero ser o rei do mundo, mas a realidade é que estamos mudando para nos adaptarmos", disse Dunand à Reuters. "Queremos um rápido crescimento em um mundo em constante mutação. Nosso modelo está em boa parte entre uma empresa de comércio tradicional e um banco."

Poucos descartariam a possibilidade de uma maior expansão.

A Mercuria, assim chamada em homenagem ao deus romano do comércio, estava crescendo rapidamente, mesmo antes da compra da unidade do JPMorgan. Seu volume de negócios em 2013 foi de mais de 100 bilhões de dólares pela primeira vez, com um lucro estimado em mais de 400 milhões de dólares.   Continuação...