CPFL espera mais interessados em leilão de energia A-0 por prazos maiores

quarta-feira, 19 de março de 2014 19:49 BRT
 

SÃO PAULO, 19 Mar (Reuters) - O leilão de energia existente A-0 que o governo federal vai promover no final de abril deverá atrair mais interessados que em disputas anteriores uma vez que a disputa terá prazos de contratos mais longos, disse o presidente do Grupo CPFL Energia, Wilson Ferreira Jr., nesta quarta-feira.

"Eu não tenho dúvida que o leilão, como está sendo colocado agora (...) vai atrair fornecedores", disse o presidente da companhia, em entrevista a jornalistas após participar de evento em São Paulo.

A CPFL, porém, ainda está avaliando se participará do leilão, que foi anunciado pelo governo federal na semana passada como uma das medidas para equacionar os problemas de subcontratação de energia pelas distribuidoras do país e que têm colaborado para o aumento no custo da eletricidade neste ano.

Mais cedo, o diretor-presidente da Copel Geração e Transmissão, Sérgio Luiz Lamy, afirmou a analistas que a empresa vai avaliar as regras do leilão para determinar ser vai alterar sua estratégia de venda de energia.

Os detalhes do leilão não foram anunciados ainda, mas o presidente da CPFL acredita que os prazos devem ficar entre 5 a 8 anos, contra intervalos de até um ano e meio praticados em disputas no ano passado, que não atraíram interessados.

"Estamos avaliando dentro da companhia, temos pouca energia descontratada, mas estamos avaliando sem dúvida", disse o executivo, ao ser questionado sobre a possível participação da CPFL no leilão. Na avaliação do executivo, o certame deve atrair tanto hidrelétricas, quanto termelétricas.

Questionado sobre o interesse da CPFL no leilão da usina hidrelétrica paulista de Três Irmãos, através da Campos Novos Energia, da qual a CPFL tem uma fatia, Ferreira Junior disse que a empresa ainda não tomou decisão sobre o assunto.

"Esta decisão não foi tomada por nós aqui. Os números que a gente teve contato não nos animaram muito a avançar (neste leilão)", disse o executivo.

(Por Fabíola Gomes)