Emprego e indústria mostram melhora nos EUA, mas moradias decepcionam

quinta-feira, 20 de março de 2014 12:58 BRT
 

WASHINGTON, 20 Mar (Reuters) - O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego ficou perto das mínimas em três meses na semana passada, enquanto a atividade na região do meio-Atlântico acelerou em março, indicando que a economia está se recuperando do recente arrefecimento provocado pelo clima.

Mas outros dados divulgados nesta quinta-feira sugeriram que o mercado imobiliário pode demorar um pouco para retomar a força. As vendas de moradias usadas caíram para a mínima em um ano e meio em fevereiro, marcando o segundo mês consecutivo de declínio.

Os novos pedidos de auxílio-desemprego cresceram em 5.000, para 320.000, segundo dados sazonalmente ajustados do Departamento de Trabalho, bem menos do que as expectativas de economistas de 325.000 na semana que terminou em 15 de março.

Em outro relatório, o Federal Reserve de Filadélfia informou que seu índice de atividade empresarial recuperou-se para 9,0 em março, ante -6,3 por cento em fevereiro. Qualquer leitura acima de zero indica expansão na manufatura da região.

O clima inesperadamente frio e rigoroso golpeou a atividade econômica no primeiro trimestre e desacelerou o crescimento do emprego.

Essa percepção foi reforçada pela alta de 0,5 por cento dos indicadores antecedentes no mês passado, sendo que economistas consultados pela Reuters esperavam que o índice subisse 0,2 por cento.

A chair do Fed, Janet Yellen, afirmou na quarta-feira que o clima duro desempenhou importante papel na fraqueza da economia no primeiro trimestre, acrescentando que as condições do mercado de trabalho continuaram melhorando.

Em ainda outro indicador, a Associação Nacional de Corretores informou que as vendas de moradias usadas recuaram 0,4 por cento, para ritmo anual de 4,60 milhões de unidades. Foi o menor nível desde julho de 2012.