Brasil e Argentina vão criar financiamento para estimular comércio bilateral

sexta-feira, 21 de março de 2014 13:46 BRT
 

BRASÍLIA, 21 Mar (Reuters) - Brasil e Argentina vão criar uma linha de crédito para financiar empresários locais com objetivo de impulsionar o comércio bilateral afetado pela forte depreciação cambial no país vizinho, afirmou nesta sexta-feira o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges.

Os dois países vão assinar acordo em 27 de março e o Brasil espera tornar essa linha de crédito disponível já em abril, segundo Borges.

"O montante (da linha de crédito) será o necessário para que fluxo de comércio seja normal e significativo entre exportadores e importadores dos dois países", disse. A assinatura do acordo ocorrerá durante o encontro anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), na Bahia.

De acordo com Borges, a linha de crédito não terá participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No estágio atual das negociações, estão sendo acertadas as garantias que serão oferecidas.

A Argentina é o terceiro parceiro comercial mais importante do Brasil, atrás de China e dos Estados Unidos.

O país atravessa período econômico delicado, com crise cambial devido à escassez de dólares pela fraqueza das exportações, inflação alta, falta de investimento estrangeiro e impossibilidade de se financiar no mercado internacional.

No fim de janeiro, a Argentina flexibilizou o controle cambial para limitar a compra de dólares por parte de poupadores, com investidores se desfazendo dos bônus do país por dúvidas sobre o futuro da economia do país.

A economia argentina frágil provocou queda de 23 por cento nas exportações do Brasil para o país nos dois primeiros meses do ano, com os embarques despencando para 2 bilhões de dólares.

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A presidente Dilma Rousseff se encontra com a presidente argentina Cristina Kirchner em Brasília. Brasil e Argentina vão criar uma linha de crédito para financiar empresários locais com objetivo de impulsionar o comércio bilateral afetado pela forte depreciação cambial no país vizinho, afirmou nesta sexta-feira o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges. 07/12/2012 REUTERS/Ueslei Marcelino