March 24, 2014 / 1:42 PM / in 3 years

Déficit em transações correntes soma US$7,4 bi em fevereiro e IED não financia rombo

3 Min, DE LEITURA

Um funcionário de um banco conta notas de cem dólares em Bangcoc. O Brasil registrou déficit recorde em transações correntes para meses de fevereiro, com o rombo não sendo financiado pelos investimentos estrangeiros diretos no país reforçando o quadro de piora das contas externas do país. 12/10/2010Sukree Sukplang

BRASÍLIA, 24 Mar (Reuters) - O Brasil registrou déficit recorde em transações correntes para meses de fevereiro, com o rombo não sendo financiado pelos investimentos estrangeiros diretos no país reforçando o quadro de piora das contas externas do país.

Em fevereiro o déficit em transações correntes ficou em 7,445 bilhões de dólares, enquanto o IED somou 4,132 bilhões de dólares, informou o Banco Central nesta segunda-feira.

No acumulado em 12 meses encerrados no mês passado, o déficit em conta corrente do país ficou em 3,69 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Economistas consultados pela Reuters previam saldo negativo da conta corrente de 8 bilhões de dólares no mês passado.

A pesquisa também indicou que as expectativas eram de que o IED ficaria em 3,8 bilhões de dólares no mês passado.

O déficit nas transações correntes --que abrangem a importação e a exportação de bens e serviços e as transações unilaterais do Brasil com o exterior-- foi impactado pelos saldos negativos do mês passado em serviços e na balança comercial, que somaram 3,480 bilhões de dólares e 2,125 bilhões de dólares, respectivamente. Os valores superam os 3,132 bilhões de dólares em serviços e o 1,279 bilhão de dólares na balança registrados em fevereiro do ano passado.

Também pesaram negativamente as remessas de lucros e dividendos, que alcançaram 1,286 bilhão de dólares em fevereiro, apesar de inferior aos 2,174 bilhões de dólares do mesmo período do ano passado.

Em serviços, destacaram-se os gastos líquidos de brasileiros no exterior que atingiram 1,324 bilhão de dólares no mês passado, também maior do que a despesa de 1,238 bilhão de dólares no mesmo período de 2013.

No acumulado do ano o déficit em transações correntes está em 19,036 bilhões de dólares, com o BC estimando saldo negativo de 80 bilhões de dólares para este ano, acima da projeção inicial de saldo negativo de 78 bilhões de dólares.

A tendência de o rombo das contas externas continuar a não ser financiada pelos investimentos produtivos deve continuar neste mês. Segundo o Banco Central, o déficit em conta corrente do país ficará em 5,8 bilhões de dólares em março enquanto o IED deverá ficar em 3,2 bilhões de dólares.

Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, o quadro é confortável. "O quadro é de déficit em transações corrente em torno de 3,7 por cento do PIB e condição de financiamento confortável porque segue ingressando volume expressivo de IED", afirmou Maciel.

Na semana passada durante audiência no Senado Federal, o presidente do BC, Alexandre Tombini, buscou minimizar rombo nas contas externas ao dizer que parcela significativa do déficit vem sendo financiada pelo investimento externo produtivo. Ele também disse que a economia mundial atravessa um período de transição e que o Brasil não deve ser avaliado como uma economia vulnerável.

Por Luciana Otoni

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