GM é processada por acidente fatal ligado a defeito em ignição

segunda-feira, 24 de março de 2014 16:01 BRT
 

NOVA YORK, 24 Mar (Reuters) - A General Motors tem sido alvo de um processo por morte ligada a problemas na ignição de um automóvel desde que anunciou um recall de 1,6 milhão de veículos em fevereiro.

O processo foi aberto no fim da sexta-feira no Estado norte-americano de Minnesota em nome de três garotas adolescentes que foram severamente feridas ou mortas em um acidente em 2006 envolvendo um Cobalt 2005, um dos modelos da GM que faz parte do recall por problemas de ignição.

A GM anunciou o recall em fevereiro, apesar de ter tido conhecimento dos problemas com a chave de ignição em 2001 e ter emitido boletins de serviço a revendedores em 2005 sugerindo soluções. A GM pediu desculpas pela forma como lidou com o recall.

O processo acusa a GM de saber sobre o defeito por uma década, mas falhar em tomar as medidas necessárias para solucionar os problemas ou tirar os veículos de circulação.

"A GM escondeu esse perigoso defeito dos meus clientes e todos os outros motoristas do Cobalt por mais de uma década apenas para evitar o custo de um recall", disse Robert Hilliard, do escritório Hilliard Munoz Gonzales, um advogado das famílias, em um comunicado. "A GM é culpada de trair a nossa confiança."

Um porta-voz da montadora, Jim Cain, disse que a empresa iria responder à ação no momento oportuno. "Neste momento, nosso maior foco é em fazer o recall destes veículos o mais rápido possível com o mínimo de inconvenientes para os clientes."

De acordo com o processo, a ignição do Cobalt mudou de repente de posição, fazendo com que a direção, os freios e os sistemas de airbag desligassem. A motorista do carro, Megan Phillips, de 19 anos, perdeu o controle do carro, que saiu da estrada e atingiu uma caixa de junção de telefone e duas árvores, segundo o processo.

O acidente matou Amy Rademaker, de 15 anos, e Natasha Weigel, de 18 anos, causando ferimentos graves em Megan no cérebro e corpo, de acordo com a ação judicial.

(Por Jessica Dye)