25 de Março de 2014 / às 10:04 / em 4 anos

SabGroup vê lançamentos de R$600 mi em 2014 em joint venture com fundo canadense

Por Marcela Ayres

SÃO PAULO, 25 Mar (Reuters) - A SabGroup prevê mais do que dobrar seus lançamentos de imóveis no Brasil em 2014 após acertar uma joint venture com o Public Sector Pension Investment Board (PSP Investments), um dos maiores gestores de investimentos de pensão do Canadá. A aliança terá a incorporação de imóveis residenciais na cidade de São Paulo como principal foco.

A expectativa é de lançar pelo menos quatro empreendimentos neste ano, com Valor Geral de Vendas (VGV) de cerca de 600 milhões de reais, ante três projetos em 2013 que somaram VGV de 250 milhões de reais. Em um prazo de dois anos, a empresa mira lançamentos anuais na casa de 1 bilhão de reais, disse o presidente e fundador da SabGroup, Roberto Bisker.

“Nossa ideia foi achar um parceiro que fosse mais financeiro e que permitisse que a gestão do negócio ficasse com a gente”, afirmou o executivo sobre a parceria acertada mais cedo neste ano.

As partes terão fatias iguais no negócio e dos nove terrenos que integram o portfólio da joint venture atualmente, sete já existiam na carteira da SabGroup no ano passado, e dois foram comprados neste ano. Um deles fica em Santos, no litoral paulista, e o restante na capital do Estado.

Para tocar os empreendimentos, o PSP fará um investimento de cerca de 100 milhões de reais em 2014 na aliança.

Acreditando na demanda por projetos de médio-alto padrão e de alto padrão na cidade de São Paulo, a parceria vai priorizar a incorporação de apartamentos entre 60 a 160 metros quadrados, disse Bisker.

A SabGroup também manterá aberta a possibilidade de se associar a empresas parceiras nos projetos da joint venture. Segundo Bisker, há conversas em andamento com a Cyrela.

A companhia possui outros oito empreendimentos que toca individualmente, localizados principalmente no litoral paulista, e mais três em parceria com a Brookfield, sendo um já entregue e outro com previsão de lançamento no próximo mês.

TERRENOS

Avaliando que o mercado imobiliário brasileiro vive um “momento sadio e racional” após uma fase de cancelamentos de contratos e oferta em descompasso com a demanda, Bisker negou a existência de uma bolha no setor, embora tenha reconhecido que a velocidade de vendas segue em ritmo mais lento.

Para o executivo, que enxerga incorporadoras de menor porte como a Stan e a Esser como principais concorrentes, as companhias de escala menor estão crescendo mais do que as empresas de capital aberto, num momento em que contam com a vantagem de não ter que seguir cronogramas trimestrais para decidir o melhor momento de realizar seus lançamentos.

O maior entrave para uma expansão mais acelerada segue sendo a busca por bons terrenos, disse Bisker, situação agravada pelo fato do Plano Diretor Estratégico de São Paulo ainda não ter sido aprovado.

“Os preços dos terrenos vão subir mais, (e o comprador) vai ter que financiar mais”, previu o executivo. “No segmento em que atuamos nunca vi preço cair.”

Mesmo assim, ele disse que a empresa olhará novas aquisições de terrenos com mais apetite em função da joint venture com o fundo canadense, adiantando que três espaços estão sendo negociados no momento, sendo um deles em uma antiga fábrica da companhia de bebidas Ambev, no bairro paulistano da Mooca.

Edição Alberto Alerigi Jr.

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