Aumentam chances de China adotar estímulo diante de debilidade da economia

terça-feira, 25 de março de 2014 08:26 BRT
 

PEQUIM, 25 Mar (Reuters) - As chances de o governo chinês intervir para sustentar a economia são cada vez maiores após uma série de dados que indicam o crescimento mais fraco da China desde a crise financeira global.

Mas os problemas econômicos podem ainda não ter acabado, uma vez que alguns economistas preveem que a desaceleração pode se aprofundar no segundo trimestre do ano.

Isso tudo leva a uma crescente pressão sobre Pequim para que forneça um impulso à economia tendo em vista a meta de crescimento no ano de cerca de 7,5 por cento.

"O governo provavelmente terá que fornecer algumas medidas de suporte", disse Wei Yao, economista do Société Générale em Hong Kong. "Acho que a desaceleração ainda não acabou e nossa expectativa é que ela continue no segundo trimestre".

A pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) preliminar de março mostrou na segunda-feira que o setor industrial encolheu pelo terceiro mês seguido. Ela seguiu-se a dados mais fracos do que o esperado para a produção industrial em janeiro e fevereiro e uma surpreendente queda nas exportações.

Os dados sobre a indústria pesaram sobre os mercados globais uma vez que investidores estão preocupados com o impacto de uma desaceleração na China sobre a economia mundial.

Yao espera que o crescimento econômico chegue a 7,2 por cento no primeiro trimestre deste ano ante o quarto trimestre de 2013, e então desacelere ainda mais no segundo trimestre para 6,9 por cento.

Já o Nomura vê expansão de 7,3 por cento no primeiro trimestre e então de 7,1 por cento no segundo, enquanto o Barclays vê desaceleração de 7,3 por cento para 7,2 por cento.

Toda as previsões representam o crescimento mais lento desde o primeiro trimestre de 2009, quando atingiu 6,6 por cento.   Continuação...