Moody's diz que exposição a choques externos do Brasil é "relativamente limitada"

terça-feira, 25 de março de 2014 13:11 BRT
 

25 Mar (Reuters) - A recente volatilidade dos mercados financeiros e a pressão sobre as moedas dos mercados emergentes ressaltaram a vulnerabilidade potencial que os países emergentes enfrentam com longo período de incerteza, informou a agência de classificação de risco Moody's, por meio de relatório.

No Brasil, em particular, a "exposição a choques externos é relativamente limitada", informou a agência, apesar do aumento dos níveis de endividamento do atual crescimento abaixo do potencial. Atualmente, ela classifica o país em "Baa2", com perspectiva estável.

Para a Moody's, os colchões das reservas internacionais do Brasil estão entre os mais fortes na América Latina e, embora antecipe aumento do déficit em conta corrente --a cerca de 3 por cento do PIB em 2014--, a maior parte do déficit continua sendo financiado pelo Investimento Estrangeiro Direto (IED).

Na véspera, a Standard & Poor's rebaixou a nota do país em um degrau, mantendo o grau de investimento, com perspectiva estável, citando os problemas fiscais.

A Moody's informou que nos últimos nove meses grande parte da volatilidade dos mercados emergentes ocorreu por conta da expectativa com e o início da retirada gradual do programa de estímulo do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos.

"A volatilidade aparente no início deste ano também foi agravada por preocupações de crescimento do mercado emergente provocadas pelo enfraquecimento dados chineses", informou a Moody's.