27 de Março de 2014 / às 13:02 / em 3 anos

Crescimento dos EUA no 4º tri de 2013 é elevado para 2,6%

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 27 Mar (Reuters) - O crescimento econômico dos Estados Unidos foi um pouco melhor no quarto trimestre do ano passado do que anteriormente estimado, mostrando uma solidez nos fundamentos que pode reforçar visões de que a desaceleração na atividade no começo do ano foi temporária.

O cenário econômico também recebeu impulso de outro dado nesta quinta-feira mostrando que os novos pedidos de auxílio-desemprego caíram na semana passada para o menor nível em quase quatro meses.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anual de 2,6 por cento, disse o Departamento de Comércio nesta quinta-feira, uma alta ante o ritmo de 2,4 por cento divulgado no mês passado.

A revisão, que ficou em linha com as expectativas dos economistas, reflete um ritmo mais forte dos gastos de consumidores do que foi estimado anteriormente.

Embora o ritmo revisado de expansões tenha sido ainda significativamente menor do que a taxa de 4,1 por cento registrada no trimestre de julho a setembro, a composição do crescimento no quarto trimestre sugere uma força intrínseca na economia.

Os gastos dos consumidores, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, foram elevados fortemente e o ritmo de reabastecimento das empresas não foi tão robusto como estimado anteriormente.

Além disso, os gastos empresariais com equipamentos foi um pouco mais forte do que havia sido estimado e a queda nos gastos do governo foi um pouco menos pronunciada.

Em um relatório separado, o Departamento do Trabalho informou que os novos pedidos de auxílio-desemprego caíram em 10 mil, para 311 mil em dados ajustados sazonalmente, o menor nível desde novembro.

Economistas consultados pela Reuters esperavam alta dos pedidos para 325 mil na semana encerrada em 22 de março. A média móvel de quatro semanas, considerada uma medida melhor por eliminar a volatilidade semanal, caiu para o menor nível desde setembro.

REVISÕES

A revisão no crescimento do quarto trimestre sugere que a economia tinha ímpeto conforme 2013 se encerrava e que deve recobrar a força quando os efeitos de um clima excepcionalmente frio, que impactou a atividade no começo deste ano, começarem a se dissipar.

A expectativa é de que o crescimento no primeiro trimestre deste ano tenha se desacelerado para um ritmo de cerca de 2 por cento.

Os gastos dos consumidores subiram a um ritmo de 3,3 por cento, com um forte crescimento nos serviços. Isso refletiu um gasto maior com saúde e serviços públicos. Os gastos com bens manufaturados duráveis também foram revisados para cima.

Os números relatados anteriormente sobre os gastos dos consumidores mostravam um crescimento de 2,6 por cento. O ritmo no quarto trimestre foi o mais forte em três anos e contribuiu com mais de dois pontos percentuais ao crescimento do PIB.

Os estoques, que segundo dados anteriores haviam crescido em 117,4 bilhões de dólares no quarto trimestre, foram revisados a 111,7 bilhões de dólares. A revisão para baixo, que é positiva para o crescimento econômico de curto prazo, acabou fazendo com que os estoques não contribuíssem para o crescimento no trimestre.

Com menos estoques, as empresas provavelmente vão agora fazer novos pedidos ou elevar a produção para atender à demanda.

Os gastos de empresas com equipamentos foram revisados para cima, mas os investimentos em estruturas não residenciais foram reduzidos. Os gastos de moradias e os gastos do governo não foram tão fracos como estimados anteriormente.

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