Agência ambiental dos EUA defende corte em meta de biocombustível para 2014

quinta-feira, 27 de março de 2014 18:03 BRT
 

Por Ayesha Rascoe

WASHINGTON, 27 Mar (Reuters) - Os mercados de energia dos EUA não podem absorver os níveis de biocombustíveis exigidos por lei para serem misturados em 2014 ao combustível fornecido, disse nesta quinta-feira a chefe da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), Gina McCarthy, defendendo uma controversa proposta de redução da meta para este ano.

A EPA está avaliando as metas finais de uso de biocombustíveis em 2014 após a apresentação de uma proposta em novembro que reduzia exigências federais para o etanol no abastecimento de combustível nos Estados Unidos.

Embora esteja sob pressão da indústria de biocombustíveis para reverter a sua iniciativa de mudança no mandato federal, os comentários de Gina sugerem que a agência pode manter sua posição, ou chegar a algum tipo de meio termo quanto às metas.

O esboço da proposta reduz o biocombustível obrigatório para uso, de acordo com uma lei de 2007, de 68,7 bilhões de litros para 57,4 bilhões de litros, irritando os produtores de biocombustíveis que argumentam que isso prejudicaria sua indústria.

A norma final deve ser apresentada em junho.

"Nós vamos adotar uma posição razoável, que reconheça os desafios de infraestrutura e a falta de capacidade, nesta altura, para atingir os níveis de etanol que estão na lei", disse Gina em uma audiência de um comitê na Câmara dos Deputados.

Desde a divulgação da proposta, os defensores da indústria de combustíveis renováveis ​​se envolveram em um intenso lobby para fazer com que a agência reverta a sua posição, e Gina disse que a EPA iria levar todas as opiniões em consideração.

"Claramente, a indústria do etanol e a do biodiesel não acreditam que a proposta represente a amplitude máxima do que a agência poderia ou deveria fazer para alcançar os níveis determinados pelo Congresso na lei", declarou Gina.   Continuação...