Premiê da China busca tranquilizar mercados com promessa de sustentar economia

sexta-feira, 28 de março de 2014 08:12 BRT
 

Por Aileen Wang e Jonathan Standing

PEQUIM, 28 Mar (Reuters) - O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, buscou acalmar investidores globais afirmando que Pequim está pronta para sustentar a economia em desaceleração, ao destacar que o governo tem as políticas necessárias e que vai avançar com investimentos em infraestrutura.

Dados econômicos fracos recentes e sinais de riscos financeiros afetaram as perspectivas para a segunda maior economia do mundo, provocando rumores sobre iminentes ações do governo ou mesmo um pequeno plano de estímulo para sustentar o crescimento.

"Eles não querem que investidores e empresas percam a confiança. Então obviamente querem deixar claro que têm a capacidade de atuar se necessário", disse Julian Evans-Pritchard, economista do Capital Economics.

Em discurso para uma reunião no nordeste da China feito na quarta-feira e divulgado pela agência de notícias Xinhua na sexta-feira, Li afirmou que o governo tem políticas bem preparadas e que vai implementar medidas direcionadas passo a passo para ajudar a economia.

"Reunimos experiência depois de enfrentarmos com sucesso a desaceleração econômica no ano passado e temos políticas para conter a volatilidade econômica para este ano", disse Li.

"Lançaremos medidas relevantes e potentes de acordo com o que planejamos em nosso relatório de trabalho do governo", completou ele, referindo-se a seu relatório para a sessão anual do Parlamento da China mais cedo neste mês.

Entre essas medidas estão a aceleração da construção de infraestrutura básica, incluindo estradas de ferro, rodovias e projetos de conservação de água, assim como impulsionar o comércio e reduzir os custos financeiros das empresas.

"A performance geral da economia até agora neste ano é relativamente estável e vimos algumas mudanças positivas, mas não podemos negligenciar a crescente pressão e dificuldades", disse ele.

A China determinou uma meta de crescimento econômico de 7,5 por cento para 2014, o que alguns economistas dizem ser ambicioso demais após um primeiro trimestre provavelmente fraco.