Dólar fecha março com maior queda mensal em 6 meses, próximo a R$2,25

segunda-feira, 31 de março de 2014 17:27 BRT
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO, 31 Mar (Reuters) - O dólar teve leve alta ante o real nesta segunda-feira, fechando março com o maior tombo desde setembro passado e se aproximando do patamar de 2,25 reais, mas com avaliações de que o Banco Central brasileiro não estaria confortável com as atuais cotações.

Especialistas esperam que o BC continue com suas atuações no mercado de câmbio, mas talvez um pouco mais moderadas, preocupado com o impacto do dólar mais fraco sobre as exportações. Para eles, o piso informal para o câmbio estaria entre 2,25 ou 2,30 reais.

O dólar fechou a sessão com alta de 0,44 por cento, a 2,2694 reais na venda, e acumulou queda de 3,22 por cento em março, maior recuo mensal desde setembro de 2013, quando perdeu 7,08 por cento. No trimestre, a baixa somou 3,74 por cento.

Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 2 bilhões de dólares.

"Está claro que o BC não quer que o real se aprecie demais. De uma certa maneira, a ideia dos swaps era evitar que o real perdesse muita força e se ele não está recuando, a lógica é que não são necessários mais tantos swaps", afirmou o economista da 4Cast Pedro Tuesta.

A estratégia de intervenções do BC no câmbio tem levantado dúvidas nas mesas de câmbio nas últimas sessões. O mais recente ponto de interrogação veio porque a autoridade monetária não rolou integralmente os swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, que vencem nesta terça-feira.

Restaram cerca de 55 mil contratos a serem rolados, do lote equivalente a 10,148 bilhões de dólares. Foi a segunda vez que isso aconteceu desde que teve início o programa de intervenções diárias, em agosto do ano passado. A última rolagem parcial foi a do lote de novembro do ano passado, quando o dólar era negociado abaixo de 2,20 reais.

"Se o dólar tivesse voltado acima de 2,30 reais, acredito que o BC teria continuado com a rolagem", opinou o superintendente de câmbio da corretora Advanced, Jaime Ferreira, para quem cotações abaixo desse patamar prejudicam as exportações e o piso informal ainda é de 2,30 reais.   Continuação...