MT pode quase dobrar plantio de soja com incorporação de pastagens, diz estudo

segunda-feira, 31 de março de 2014 17:43 BRT
 

Por Jonas da Silva

CUIABÁ, 31 Mar (Reuters) - O Mato Grosso, maior produtor de soja do Brasil, poderia quase dobrar o plantio da oleaginosa nos próximos anos somente com a incorporação de áreas de pastagens com maior vocação agrícola, apontou um estudo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

A pesquisa, à qual a Reuters teve acesso, mostra que Mato Grosso pode incorporar, numa visão conservadora, 6,6 milhões de hectares de áreas com "boa aptidão" para agricultura.

O Estado plantou na safra 2013/14 uma área recorde com soja de 8,3 milhões de hectares, segundo o Imea, órgão ligado aos produtores.

"Estamos falando de áreas 'filés' (as melhores)", disse o diretor-executivo da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Seneri Paludo, em entrevista à Reuters, referindo-se aos 6,6 milhões de hectares de pastagens que poderiam se transformar em lavouras de soja, algodão e outras culturas.

Considerando somente o atual plantio de soja, a área poderia crescer em cerca de 80 por cento, com terras na região do Vale do Araguaia (leste mato-grossense), áreas entre o Parque do Xingu e o Estado de Tocantins, ou ao longo da rodovia BR-158, próximas ao Pará, no nordeste do Estado.

O executivo da Famato também citou terras na região noroeste do Estado, nos municípios de Porto dos Gaúchos, Juína e Brasnorte, entre outros, com boa aptidão agrícola.

O estudo, concluído em dezembro mas ainda não divulgado, foi feito com base na área ocupada pela pecuária (incluindo as chamadas pastagens degradadas), a partir da imagens de satélite e levou em conta fatores como clima, solo e relevo.

A partir daí, a pesquisa classificou as áreas entre favoráveis e desfavoráveis para uso agrícola.   Continuação...