Bovespa inicia abril em leve queda, com investidores embolsando lucros

terça-feira, 1 de abril de 2014 17:57 BRT
 

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO, 1 Abr (Reuters) - A bolsa brasileira iniciou abril em baixa e na contramão dos mercados externos, com alguns investidores embolsando lucros após o Ibovespa registrar em março seu melhor desempenho mensal em mais de dois anos.

O índice, que chegou a recuar 1 por cento, fechou o pregão em queda de 0,29 por cento, a 50.270 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 6,5 bilhões de reais.

As principais bolsas europeias fecharam em alta e o índice norte-americano S&P 500 atingiu nova máxima histórica, refletindo dados positivos sobre a indústria dos Estados Unidos. Mas o mercado acionário doméstico não teve ímpeto para seguir a toada das bolsas externas.

"O mercado lá fora continua com um cenário positivo, mas aqui está muito esticado. Foram dez pregões de alta em onze, e quando chega nessa faixa dos 50 mil pontos tende a dar uma parada", disse o operador de renda variável Luiz Roberto Monteiro, da Renascença DTVM.

No mês passado, o Ibovespa subiu 7,05 por cento, melhor desempenho mensal desde janeiro de 2012.

O índice brasileiro desacelerou as perdas perto do fim do pregão, seguindo o desempenho das ações da Petrobras, que fecharam no positivo após terem recuado 1 por cento, e de bancos.

Segundo o analista sênior do BB Investimentos, Hamilton Alves, as ações de bancos refletiram, em parte, ajustes finos nas carteiras de ações de investidores após a BM&FBovespa divulgar a primeira prévia da nova composição do Ibovespa, que vai vigorar de maio a agosto.

"Quem quer se posicionar e agora viu as mudanças está se ajustando. O setor de siderurgia perdeu bastante peso e está apanhando por isso, bancos ganharam peso e não estão caindo", disse Alves, acrescentando que a baixa desta terça-feira não tira o índice de sua recente tendência de alta.

A ação da mineradora MMX, que foi incluída na prévia após ter sido deixada de fora no último rebalanceamento do Ibovespa, subiu 10,94 por cento.

A operadora Oi registrou a maior queda do índice, de 7,69 por cento. O Bradesco e o Itaú Unibanco estão considerando se retirar da oferta de ações de 6 bilhões de reais da Oi via emissão de ações, afirmaram duas fontes com conhecimento direto do assunto à Reuters nesta terça-feira. A oferta é um passo fundamental para a fusão da Oi com a parceira Portugal Telecom.