Chinesa Cofco paga US$1,5 bi por fatia na unidade agrícola da Noble

quarta-feira, 2 de abril de 2014 09:35 BRT
 

CINGAPURA/HONG KONG, 2 Abr (Reuters) - A Cofco, maior trading de grãos da China, fechou acordo para pagar 1,5 bilhão de dólares por uma fatia majoritária na trading de produtos agrícolas do grupo asiático Noble, em sua segunda aquisição em menos de dois meses, buscando maior presença no mercado global.

As duas empresas planejam formar uma joint venture, na qual a Cofco terá participação de 51 por cento, para conectar os negócios de processamento e distribuição de grãos na China com as divisões de originação e negociação de grãos da Noble Agri, disseram as companhias nesta quarta-feira.

O negócio irá ajudar a China a desenvolver uma trading agrícola poderosa, em busca de garantir oferta de ração animal para abastecer seu crescente mercado de alimentos de alta proteína.

"Nós podemos originar um grande volume de grãos com baixo custo com compras diretas de produtores em grandes países produtores", disse o pesquisador Cheng Guoqiang, do Centro de Desenvolvimento e Pesquisa do Conselho de Estado, um órgão de pesquisa do governo chinês.

As ações da Noble, que subiram cerca de 5 por cento nesta quarta-feira, já acumulam alta de 25 por cento desde 4 de março, quando a Reuters revelou que a Cofco estava em negociações para comprar uma fatia da Noble.

A Cofco comprou uma fatia de 51 por cento na trading holandesa Nidera no final de fevereiro, para ganhar acesso direto a grãos da América do Sul, em um negócio que precificou a Nidera em 4 bilhões de dólares, incluindo dívida.

Os negócios envolvendo a Noble e a Nidera representam as maiores aquisições da China no exterior no setor de grãos, com investimento combinado de 2,8 bilhões de dólares, disse a Cofco em nota.

A companhia irá deter ativos de alta qualidade nas principais regiões produtoras de grãos e óleos vegetais, incluindo Brasil, Argentina, Indonésia e região do Mar Negro após estes negócios, disse a Cofco.

A Cofco e a Noble ainda precisam obter aprovação de órgãos reguladores e de acionistas para concretizar o negócio.

(Por Naveen Thukral e Michael Flaherty)