April 2, 2014 / 8:14 PM / 3 years ago

Dólar segue exterior e sobe ante real, com dados de emprego nos EUA

4 Min, DE LEITURA

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO, 2 Abr (Reuters) - O dólar fechou em alta ante o real nesta quarta-feira, acompanhando o fortalecimento da divisa norte-americana no exterior diante de sinais de recuperação no mercado de trabalho dos Estados Unidos.

O dólar avançou 0,30 por cento, a 2,2703 reais na venda. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1 bilhão de dólares.

"A lógica é que com dados positivos nos EUA, o Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) tem mais espaço para subir os juros e isso pressiona o dólar", disse o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno.

Com juros mais altos, parte dos investimentos estrangeiros poderia migrar para a maior economia do mundo e, assim, limitar a liquidez em outras praças, como o Brasil, e elevar a cotação do dólar.

Pela manhã, foi divulgado que o setor privado dos EUA abriu 191 mil vagas em março, levemente abaixo das projeções, mas os ganhos do mês anterior foram revisados para cima.

O dado vem poucos dias antes da divulgação do relatório de emprego do governo norte-americano, na sexta-feira, que traz importantes indicadores sobre a saúde do mercado de trabalho, como a taxa de desemprego e a geração de vagas.

Nesse cenário, o dólar ganhava força no exterior, avançando 0,17 por cento sobre uma cesta de divisas. No Brasil, investidores também aproveitaram para comprar divisas após as fortes quedas recentes e que levou a moeda a encostar em 2,25 reais.

"O dólar em relação ao real está muito baixo e o mercado está se ajustando, em busca de novos referenciais, de um novo piso e um novo teto", disse o superintendente de câmbio da corretora Advanced, Reginaldo Siaca, que vê piso informal no nível de 2,25 reais.

Em março, a divisa norte-americana acumulou queda de 3,22 por cento, maior baixa mensal em seis meses, pressionada por expectativas de entrada de recursos externos no Brasil, atraídos pelos altos rendimentos via juros elevados.

Isso alimentou avaliações de que o nível de 2,25 reais pode se mostrar um piso informal. A tese é que, apesar de ajudar o combate à inflação, o dólar mais barato tende a prejudicar as exportações e, portanto, desagradaria o governo.

Esse cenário de ingresso de recursos pode até ganhar força se as expectativas do mercado se confirmarem e o Comitê de Política Monetária (Copom) elevar a Selic em 0,25 ponto percentual, a 11 por cento, nesta quarta-feira. O Copom anuncia sua decisão após o fechamento.

Nesta sessão, foi divulgado que o país registrou saída líquida de 2,7 bilhões de dólares na semana passada, primeiro saldo negativo desde fevereiro, puxado por uma saída de recursos da conta financeira. Mas, no ano, o saldo total está positivo em 2,485 bilhões de dólares.

Pela manhã, o Banco Central deu continuidade às intervenções diárias vendendo a oferta total de 4 mil swaps cambiais, que equivalem à venda futura de dólares. Todos os novos contratos vendidos vencem em 1º de dezembro, com volume equivalente a 198,5 milhões de dólares. A autoridade monetária também ofertou swaps para 2 de março de 2015, mas não vendeu nenhum.

Para quinta-feira, a autoridade monetária anunciou leilão com as mesmas características do realizado nesta sessão: até 4 mil swaps cambiais com vencimentos em 1º de dezembro e 2 de março de 2015.

Apesar do forte viés de baixa recente, pesquisa Reuters mostra que o dólar deve reverter a queda ante o real. Segundo a projeção mediana de 34 economistas, a moeda norte-americana deve ir a 2,47 reais daqui a 12 meses.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below